CAMPINAS RECEBE UM DOS MAIORES FESTIVAIS DE FOTOGRAFIA DO PAÍS

Workshops, exposições, fóruns, mesas de discussão, performances, intervenções urbanas, ações performáticas, lançamentos editoriais e grupos de trabalho coletivo são algumas das atividades que integram a 10ª edição do Festival Hercule Florence, tem início nesta quarta-feira (19/04) e se estende até o próximo domingo (23/04) em Campinas (SP) com as principais atividades na Unicamp e na Estação Cultura, e ações independentes espalhadas pela cidade.fstival de fotos 17968112_1699762186717179_624366236_o

Com tema Febre, o festival divide-se em dois eixos curatoriais: Fotografia de Rua e Imagem Mágica para assim discutir os espaços ocupados pela fotografia na contemporaneidade e a persistência das técnicas retrospectivas na construção da imagem. “Trouxemos o Festival para a Unicamp para que a parte teórica da fotografia também seja aproveitada em um ambiente acadêmico, onde a produção de conteúdo é fundamental”, ressalta Sylvia Furegatti, curadora do evento ao lado de Ana Angélica.

Contemplado no Programa de Ação Cultural (ProAc) de 2016, o festival reúne nomes de peso da fotografia de Campinas e do Brasil como Miguel Chikaoka, Dirceu Maués, Cássio Vasconcelos, Érico Hiler, Ricardo Hantzschel, Fabiana Bruno e João Kulcsar para discutir os rumos da fotografia na atualidade, a urgência, o uso da tecnologia na imagem e as práticas editorias.

Painéis gigantes serão expostos no calçadão da cidade com imagens de transeuntes, um painel com milhares de fotografias formando uma grande imagem será produzido por Miguel Chikaoka, Dirceu Maués traz seus tambores para expor imagens, Érico Hiler fala sobre os Rinocerontes. O grupo No Future realiza uma interveção no túnel de pedestres e o conceituado Erro 99 traz seu imperdível show de likes e oficina de memes.

Desta quarta feira a domingo, as atividades se concentram na Estação Cultura, com oficinas, workshops gratuitos (vagas esgotadas) e pagos (alguns ainda com vagas), exposições, palestras, intervenções, mesas de discussões, aulas abertas, leitura de portfólios e a tradicional caminhada fotográfica. Haverá ainda a 4ª edição da Feira Curta, com troca de livros, moda e cultura,  e food trucks no local. “A ideia é que o pessoal venha a pé e pela 13 de Maio para conferir a mostra Urbanidades, a maior a céu aberto que a cidade já teve, com 74 painéis com imagens de autoria de 25 fotógrafos. No domingo haverá colagem de dezenas de lambe-lambes na fachada da Estação Cultura com as imagens clicadas nas nossas oficinas!”, explica Ricardo Lima, fundador e organizador do festival.

Nos 10 anos de Festival na cidade, foram realizadas 40 oficinas. Mais de 80 fotógrafos brasileiros e estrangeiros vieram contribuir para o evento. Mais de 60 exposições estiveram em cartaz e 120 mil pessoas participaram do evento ao longo dos anos. “Lembro que quando criei o Festival, minha ideia era apenas mexer com a fotografia na cidade. Hoje em dia, dezenas de fotógrafos são nossos parceiros. Temos parceria da Canon, da Canson, da Unicamp e apoio do Governo do Estado, através do ProAc. O festival colocou a fotografia em pauta e a cada ano temos novas discussões da imagem como linguagem. Acho interessante esse aspecto do festival, que além de tornar a imagem mais acessível ao conhecimento, discute o que está acontecendo na atualidade”, ressalta Ricardo.

Foto: Mostra Urbanidades na 13 de Maio.

Crédito: Juliana Engler/divulgação

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