FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS DO GATO MIA ALERTA PARA CONSUMISMO INFANTIL ÀS VÉSPERAS DO FINAL DO ANO

Trocar ao invés de comprar. Um brinquedo novo, sem tirar um tostão do bolso. A feira de troca de brinquedos do Gato Mia Café, em Campinas (SP), ganhou lugar cativo na agenda do espaço e se tornou fixa com uma edição por mês. A proposta da iniciativa é colocar a criança como protagonista e responsável pelo escambo, sem interferência dos adultos. Ela negocia e reaCrédito_Lucyana França Fotografializa a troca. A ideia é também alertar pais e responsáveis sobre os perigos do consumo infantil desenfreado e apresentar novas possibilidades de aquisição que vão além do valor monetário e do bem material. A próxima edição da feira acontece neste sábado (11/11), às 10h, no Gato Mia Café, que fica na Rua Maria Monteiro, 1.742, no Cambuí, em Campinas. O evento é gratuito. “Para participar é só chegar com os brinquedos que não quer mais e escolher por qual brinquedo quer trocar. Certamente algo já sem graça para um, será incrível para outro. As crianças é que vão definir, os adultos vão apenas acompanhar. A feira é uma forma de mostrar um novo jeito de consumir, muito mais consciente, que respeita o outro e o meio ambiente, já que reduzimos o volume de lixo gerado com o escambo. Trata-se de atender necessidades que vão além do consumo de bens materiais. É uma forma de cidadania, de educar esses pequenos que são transformadores sociais”, destaca a proprietária do Gato Mia, Mariana Barbosa.

A feira de troca de brinquedos é uma iniciativa que tem como referência ações do Instituto Alana, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que acredita em programas que visam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Em sua página na internet é possível assistir vídeos de estudiosos que tratam da infância e dos assuntos que permeiam essa fase da vida.

Um exemplo é o Ph.D em física quântica, Amit Goswami, que alerta para o consumo desenfreado de produtos supérfluos na infância, da cultura consumista que é imposta e da necessidade urgente de se estabelecer uma economia espiritual, na qual o produto mais importante é o amor. “Ninguém nasce consumista. É um hábito que se forma ao longo da vida. E as crianças são os principais alvos da indústria, principalmente agora, com o final do ano e o Natal. Goswami fala sobre consumir coisas mais altas, como vitalidade, que pode ser encontrada no cuidar de uma horta. Nós acreditamos nisso. E buscamos trazer essas referências com a feira e as possibilidades de troca, que são muito mais do que materiais”, completa Mariana.

F0to: Quintal do Gato Mia, onde acontece a feira de trocas.

Crédito: Lucyana França.

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