VALOR DO METRO QUADRADO EM BELO HORIZONTE REGISTRA ALTA EM ABRIL

O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N) registrou, em abril, alta de 0,03% na comparação com o mês anterior. Foi a menor variaçAbril_16ão do CUB/m² desde outubro/16, quando aumentou 0,02%. A elevação mais modesta do custo de material de construção (+0,07%) e a estabilidade dos demais componentes (mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento) explicam o resultado mensal.

O custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em março era R$ 1.321,03 passou para R$ 1.321,37 em abril. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Na composição do CUB/m² (projeto-padrão R8-N) o custo com a mão de obra representou em abril 56,44%, materiais de construção 39,46%, despesas administrativas e aluguel de equipamentos : 4,10%.

Em abril, sete materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços: disjuntor tripolar 70A (+2,07%), chapa compensado plastificado (+1,09%), concreto FCK 25 MPa (+0,71%), tinta látex PVA (+0,52%), tubo de ferro galvanizado (+0,38%), tubo de PVC rígido (+0,26%) e telha fibrocimento ondulada 6mm (+0,07%).

Para o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, a análise dos dados confirma que as elevações nos preços de alguns insumos são pontuais. Não se observa um aumento generalizado de preços. “Há alguns meses estamos destacando que a tendência do custo com os materiais de construção é de relativa estabilidade. Isso porque apesar de se aguardar resultados positivos para a economia nacional em 2017 e também para 2018, ela ainda caminha a passos lentos. As estimativas da pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central apontam que em 2017 o PIB Brasil crescerá 0,47%, após dois anos (2015 e 2016) consecutivos de recessão”.

Resultado acumulado de janeiro a abril de 2017: Nos primeiros quatro meses do ano o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) acumulou alta de 4,30%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 0,09% no material de construção e 7,88% na mão de obra. Neste mesmo período as despesas administrativas apresentaram redução de 0,83% e o aluguel de equipamento registrou estabilidade.

De janeiro a abril 2017 as maiores altas de preços foram observadas nos seguintes materiais: tubo de PVC rígido (+3,51%), placa cerâmica (+2,76%), tubo ferro galvanizado (+2,65%) e chapa compensado plastificado (+2,52%).

Acumulado nos últimos 12 meses (maio/16 – abril/17): Nos últimos 12 meses o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 4,93%, o que foi reflexo das seguintes variações: 1,48% no custo com material de construção e 7,88% no custo com a mão de obra. Os custos com as despesas administrativas e aluguel de equipamentos permaneceram estáveis. Os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços neste período foram: placa cerâmica (+13,09%), chapa compensado plastificado (+9,81%), placa de gesso (+9,66%) e vidro liso transparente (+9,37%).

O CUB/m² desonerado também aumentou 0,03% em abril/17, acumulando alta de 4,09% nos primeiros quatro meses do ano e 4,75% nos últimos 12 meses (maio/16 – abril/17).

A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 189,74%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 155,94%.

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