
Em um cenário no qual as práticas socioambientais ganham cada vez mais relevância nas decisões corporativas e na reputação das empresas, a Selmi, uma das principais indústrias do setor alimentício no Brasil, vem transformando sua agenda climática em iniciativas de eficiência operacional e redução de impactos ambientais.
A companhia, responsável por marcas como Renata, Galo e Todeschini, evitou a emissão de mais de 13 mil toneladas de CO₂ em 2025 com a utilização de caldeiras de biomassa nas unidades industriais de Sumaré (SP) e Rolândia (PR). O resultado contribuiu para uma redução de 3,36% nas emissões de gases de efeito estufa em relação ao ano anterior e reforça a estratégia de transição energética da empresa.
As caldeiras foram implementadas na unidade de Rolândia em 2013 e, posteriormente, na planta de Sumaré, em 2018. Os equipamentos utilizam cavaco de madeira de origem renovável e rastreada para a geração de energia térmica, substituindo combustíveis fósseis tradicionalmente empregados nos processos industriais.
De acordo com Marcelo Guimarães, diretor comercial da Selmi, a sustentabilidade está integrada à estratégia de longo prazo da companhia e às decisões de negócio. “A sustentabilidade faz parte da estratégia de longo prazo da Selmi e está presente em nossas decisões de negócio. A adoção das caldeiras de biomassa demonstra como é possível conciliar crescimento industrial, eficiência operacional e responsabilidade ambiental. Investir em tecnologias que reduzam nosso impacto ambiental é uma forma de contribuir para a construção de uma economia mais sustentável e gerar valor para toda a sociedade”, afirma.
Energia renovável amplia redução de emissões
Além do uso da biomassa, a Selmi vem ampliando a participação de fontes renováveis em sua matriz energética. Em 2025, a utilização parcial de energia renovável certificada contribuiu para evitar a emissão adicional de 2.528 toneladas de CO₂ nas operações da empresa.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à descarbonização e à busca por maior eficiência nos processos industriais. Para a companhia, os investimentos em tecnologias e fontes de energia de menor impacto ambiental representam uma oportunidade de combinar produtividade, inovação e responsabilidade socioambiental.
Resíduos e economia circular
A estratégia ESG da Selmi também envolve a gestão de resíduos e a ampliação de práticas relacionadas à economia circular. Em 2025, 90,6% dos resíduos gerados nas operações da empresa tiveram destinação sustentável, um crescimento de 8,45 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Desde 2015, a companhia acumula uma redução de 85% no volume de resíduos enviados para aterros sanitários. O desempenho é resultado de iniciativas como a melhoria contínua dos processos produtivos, o fortalecimento da cultura de reciclagem e a ampliação de ações de reaproveitamento de materiais.
Na área logística, a parceria com a CHEP também contribuiu para reduzir impactos ambientais. Entre 2020 e 2024, o modelo de reutilização de pallets compartilhados adotado pela companhia ajudou a evitar a emissão de mais de 4,4 milhões de quilos de CO₂, além de reduzir o consumo de madeira e o desperdício de recursos ao longo da cadeia logística.
Eficiência hídrica
A gestão dos recursos naturais é outro eixo da estratégia ambiental da empresa. Em 2025, a Selmi registrou seu melhor desempenho histórico em eficiência hídrica, com o consumo de 0,41 litro de água por quilo de produto fabricado.
O indicador representa uma redução de 48% no consumo específico de água em comparação com 2011. Segundo a companhia, o resultado está relacionado a investimentos em tecnologias de reaproveitamento, otimização de processos industriais e ações de conscientização dos colaboradores.
ESG como estratégia de negócios
Para a Selmi, a agenda ESG vem deixando de ocupar apenas uma posição relacionada ao atendimento de exigências regulatórias para assumir um papel estratégico na competitividade e na construção da reputação corporativa.
A companhia aposta em investimentos em inovação, eficiência energética, economia circular e gestão responsável de recursos naturais para avançar em sua estratégia de descarbonização e reduzir os impactos ambientais de suas operações. “Acreditamos que as empresas têm um papel fundamental na construção de soluções para os desafios ambientais contemporâneos. Nossa jornada ESG é contínua e orientada pela busca de resultados concretos, capazes de gerar impactos positivos para colaboradores, consumidores, comunidades e para o planeta. Mais do que cumprir metas, queremos contribuir para um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico, responsabilidade ambiental e geração de valor para as futuras gerações”, completa Guimarães.
Foto: Marcelo Guimarães, diretor comercial da Selmi.
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