FASE VERMELHA PODE QUEBRAR VÁRIOS MODELOS DE NEGÓCIOS

A volta de Campinas (SP) à fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, por conta da situação de “quase colapso” em razão do aumento de casos, internações e mortes por Covid-19 preocupa vários setores econômicos diante da possibilidade de uma nova quebradeira de negócios dos mais diversos seguimentos.

Estão fechados os comércios de rua e os shoppings. Bares e restaurantes funcionam por meio de delivery ou drive-thru. As aulas presenciais nas redes pública e privada estão suspensas. Aulas presenciais em faculdades também estão suspensas, com exceção dos cursos superiores da área de saúde. Academias e centros esportivos, assim como  salões de beleza, cabeleireiros e similares, parques e espaços públicos estão fechados. Eventos públicos estão proibidos.

Os serviços considerados essenciais e que podem funcionar são: mercados, farmácias, padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transporte coletivo, transportadoras, oficinas de veículos, hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria e pet shops. O comércio também pode funcionar com retirada e delivery, desde que as entregas das mercadorias sejam feitas sem que o consumidor saia do seu veículo. As atividades religiosas, como são classificadas como essenciais, poderão ser realizadas, porém, com limitação de horário e público. O funcionamento dos templos e igreja terá que ser encerrado às 20h e a capacidade de até 30%.

Comissão de shoppings centers da OAB Campinas

A Comissão de Shoppings Centers da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas vê com grande preocupação o retorno da cidade para a fase vermelha. Lojistas dos centros de compras já atravessam momentos de grande dificuldade financeira, pela queda de movimento e vendas desde o inicio da pandemia de covid, há um ano, com dificuldades em negociações de aluguel e agora estão fechados por pelo menos 15 dias.

O presidente da Comissão, Gustavo Maggioni, lembra que um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), revela o tamanho da dificuldade dos lojistas. As visitas mensais aos shoppings caíram de 502 milhões em 2019, para 341 milhões no ano passado. O dado abrange todo o país no período de janeiro a dezembro, e o tempo de permanência dentro dos centros de compras também foi reduzido, de 1h30 para uma média de 20 a 30 minutos. Por conta da queda de movimento, somente em Campinas mais de 100 lojas encerraram suas atividades no ano passado.

Gustavo Maggioni afirma que a reabertura dos shoppings não foi suficiente para evitar prejuízos. Outra dificuldade no momento está sendo a renegociação dos lojistas em relação ao valor do aluguel com taxas mais reais. “A maioria dos contratos está atrelada ao IGPM (Índice Geral de Preços Mercado), que disparou nos últimos doze meses e as administradores relutam em alterar o índice”, completa.

Abrasel

A Abrasel – RMC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Campinas e Região) declarou que o fechamento das atividades trará forte impacto para a economia local e para os estabelecimentos, especialmente bares e restaurantes, que já ficaram com 50% do atendimento proibido em 2020. Hoje, 60% das empresas operam com prejuízo e sem condições para pagar contas e salários.

A Abrasel na Região de Campinas ressalta que bares e restaurantes são estabelecimentos muito sensíveis, diferentemente de outros setores. Com 80% dos estabelecimentos comandados por micro e pequenos empresários, o setor vive do faturamento semanal para honrar suas contas. A cada semana fechado um bar ou restaurante vê aumentar sua dívidas, ainda mais sem a ajuda dos municípios e estado. “O momento é muito delicado e estamos perto de presenciar uma segunda onda de falências e podendo atingir 30 mil demissões na região”, alerta o presidente da Abrasel de Campinas e região, Matheus Mason. “Muita gente já vendeu bens, tomou empréstimos e hoje não tem condições de sobreviver sem ajuda dos governos e pagar os salários dos funcionários e as dívidas com fornecedores”. “Nesta sexta teremos salários para pagar e diversos donos de bares me perguntaram se podem levar o holetire de seus funcionários na prefeitura para que ela pague os salários e evitem as demissões”, complementou o presidente da Abrasel RMC.

 

Foto 1 – Presidente da Comissão de Shoppings Centers da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas, Gustavo Maggioni.

Foto 2 – Presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason.

Crédito: Divulgação.

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