12 de janeiro de 2016.
ARTIGO DA ENGENHEIRA MARCIA RAMAZZINI
Apesar da apreensão edo medo em função dos ataques terroristas ocorridos em Paris no final de 2015,
a 21ª Conferência do Clima finalmente foi realizada no país, em dezembro. A
chamada “COP-21” se desenrolou de forma tranquila e obteve um resultado
extremamente satisfatório, do ponto de vista ambiental.
O acordo final se
alicerçou em três pontos básicos. O primeiro é que será revisto a cada 5 anos;
o segundo se refere ao valor de U$ 100 bilhões que serão disponibilizados
anualmente à adequação dos países em desenvolvimento; e o terceiro, registrou a
redução de emissão de pelo menos 1,5% de emissão de CO², que passará a vigorar
a partir de 2020.
alicerçou em três pontos básicos. O primeiro é que será revisto a cada 5 anos;
o segundo se refere ao valor de U$ 100 bilhões que serão disponibilizados
anualmente à adequação dos países em desenvolvimento; e o terceiro, registrou a
redução de emissão de pelo menos 1,5% de emissão de CO², que passará a vigorar
a partir de 2020.
Esse acordo final foi
considerado histórico. Desde o Rio+20, ocorrido em 1995, estas negociações
estavam sendo feitas. A situação virou uma convergência de interesses entre
sociedade civil e sociedade privada. Diante da gravidade, os 195 países
presentes assinaram o acordo.
considerado histórico. Desde o Rio+20, ocorrido em 1995, estas negociações
estavam sendo feitas. A situação virou uma convergência de interesses entre
sociedade civil e sociedade privada. Diante da gravidade, os 195 países
presentes assinaram o acordo.
O Brasil teve uma
participação efetiva! Entrou nas negociações finais e teve papel preponderante
na concordância da África e Ásia na redução do efeito estufa de pelo menos
1,5%.
participação efetiva! Entrou nas negociações finais e teve papel preponderante
na concordância da África e Ásia na redução do efeito estufa de pelo menos
1,5%.
Os países
desenvolvidos levaram a pior, no sentido de que anualmente desembolsarão uma
verba de U$100 bilhões de dólares para países em desenvolvimento implantarem
programas de energia limpa.
desenvolvidos levaram a pior, no sentido de que anualmente desembolsarão uma
verba de U$100 bilhões de dólares para países em desenvolvimento implantarem
programas de energia limpa.
Quais os principais
problemas que o Brasil irá enfrentar?
problemas que o Brasil irá enfrentar?
-Temperaturas
Em São Paulo
estima-se que o aumento da temperatura média foi de 2,5 a 3,5ºC. No Rio de
Janeiro, de 2,0 a 2,5ºC. Ondas de calor serão mais frequentes, além disso,
haverá proliferação de mosquitos e, consequentemente, doenças.
estima-se que o aumento da temperatura média foi de 2,5 a 3,5ºC. No Rio de
Janeiro, de 2,0 a 2,5ºC. Ondas de calor serão mais frequentes, além disso,
haverá proliferação de mosquitos e, consequentemente, doenças.
-Nível do mar
O nível do mar
aumentou 20 cm. As erosões aumentaram e consequentemente as águas dos rios
terão mais dificuldades de chegar ao mar. O mar terá mais ressacas, ondas mais
altas e inundações.
aumentou 20 cm. As erosões aumentaram e consequentemente as águas dos rios
terão mais dificuldades de chegar ao mar. O mar terá mais ressacas, ondas mais
altas e inundações.
-Amazônia
O desmatamento causa
emissões de Gás Carbônico para atmosfera, o que, aliado às altas temperaturas,
propicia aumento de incêndios e consequentemente redução da estocagem de CO².
emissões de Gás Carbônico para atmosfera, o que, aliado às altas temperaturas,
propicia aumento de incêndios e consequentemente redução da estocagem de CO².
-Crise Hídrica e
energética
energética
A seca tem afetado
profundamente a região sudeste. Como fazemos grande uso de energia elétrica, o
aumento das secas será garantido. Investir em energias limpas são ações
emergenciais.
profundamente a região sudeste. Como fazemos grande uso de energia elétrica, o
aumento das secas será garantido. Investir em energias limpas são ações
emergenciais.
– Agricultura
Será o setor mais
afetado em função das mudanças climáticas.
afetado em função das mudanças climáticas.
Bem, o acordo está
assinado e os problemas são de ciência de todos. Cabe agora as ações de nossos
governantes no sentido de implantar programas eficientes, porém sem a sociedade
civil e organizações não governamentais será difícil ou quase impossível
atingir as metas.
assinado e os problemas são de ciência de todos. Cabe agora as ações de nossos
governantes no sentido de implantar programas eficientes, porém sem a sociedade
civil e organizações não governamentais será difícil ou quase impossível
atingir as metas.
Marcia Ramazzini é
engenheira civil pela PUC Campinas, engenheira em segurança do trabalho e meio
ambiente pela Unicamp e mestranda em Saúde Ocupacional também pela Unicamp. Tem
especializações em Riscos Industriais e Construção Civil pela OSHA
(Occupational Safety Health Administration), Ministério do Trabalho dos Estados
Unidos. Marcia é diretora da Ramazzini Engenharia e tem 20 anos de experiência
de mercado.
engenheira civil pela PUC Campinas, engenheira em segurança do trabalho e meio
ambiente pela Unicamp e mestranda em Saúde Ocupacional também pela Unicamp. Tem
especializações em Riscos Industriais e Construção Civil pela OSHA
(Occupational Safety Health Administration), Ministério do Trabalho dos Estados
Unidos. Marcia é diretora da Ramazzini Engenharia e tem 20 anos de experiência
de mercado.