A PROPOSTA BRASILEIRA DE TAXAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO BRASILEIRO E AS LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA ARGENTINA

A PROPOSTA BRASILEIRA DE TAXAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO BRASILEIRO E AS LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA ARGENTINA

ARTIGO DE ROBERTO QUEIROGA

Após as derrapadas na comunicação do governo federal com o monitoramento do PIX e o revés na aprovação da gestão do presidente Lula, divulgado na última semana pela Quaest, uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) propõe a taxação das exportações do agronegócio com o objetivo de diminuir os preços internos e aumentar a arrecadação fiscal.

Nunca devemos subestimar a capacidade do ser humano de piorar uma situação que já está caótica aos olhos da sociedade, ainda mais quando se trata de política. Uma análise cuidadosa dessa proposta, à luz da experiência da Argentina com sua política de “retenciones”, escancara uma série de potenciais impactos negativos que devem ser considerados. A Argentina conheceu o “fundo do poço” aplicando a criatividade preguiçosa de uma política totalmente irresponsável ao querer, com uma “canetada”, definir o que deve sair do país através do aumento de impostos de exportação, objetivando aumentar a arrecadação e a diminuição dos preços internos. Gênios!

Tentar destruir um dos poucos setores que ainda funcionam no país parece não ser um equívoco, mas sim, uma falta de inteligência. A exemplo da taxação de “los hermanos” sobre as exportações do agro, tal iniciativa certamente reduzirá significativamente a rentabilidade dos produtores brasileiros, bem como desincentivará investimentos no setor agrícola, essencial para o crescimento econômico.

No campo político, a implementação de tais medidas pode aprofundar a polarização, criar conflitos significativos entre o governo, o agronegócio e sua bancada no Congresso Nacional, e afetar a governabilidade.

A experiência argentina, com a política de “retenciones”, oferece lições valiosas para o Brasil. A proposta desastrada desta ala do PT, de controlar a inflação e aumentar a arrecadação através da taxação das exportações, resultará em uma série de problemas econômicos e sociais. Ao longo do tempo, como observamos no país vizinho, só colheremos diminuição da produção do agro, desequilíbrios mais acentuados nas contas nacionais e um empurrão sem volta para a inflação, agora acompanhada pela recessão econômica.

O agro, sustentáculo da economia brasileira, espera que esta ala do PT não tenha voz junto aos tomadores de decisão do país, e ressalta que destruir o que funciona, não é um bom caminho para a solução dos problemas nacionais.

Roberto Queiroga é diretor executivo da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA)

SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM CAMPINAS REÚNE REFERÊNCIAS GLOBAIS PARA DEBATER O PAPEL DOS PARQUES NA TRANSFORMAÇÃO URBANA

SIMPÓSIO EM CAMPINAS DEBATE AVANÇO DAS DEPENDÊNCIAS DIGITAIS E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL

CAMPINAS RECEBE AÇÃO GRATUITA PARA TIRAR DÚVIDAS SOBRE O IMPOSTO DE RENDA

SKY GALLERIA INAUGURA AUDITÓRIO CORPORATIVO E REFORÇA VOCAÇÃO PARA NEGÓCIOS EM CAMPINAS

CONSTRUÇÃO CIVIL PAULISTA CRIA MAIS DE 24 MIL EMPREGOS EM 2025 E MANTÉM TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO

VIRACOPOS REFORÇA LIDERANÇA LOGÍSTICA COM RECERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA CARGAS FARMACÊUTICAS ATÉ 2028

FLUKE NOMEIA RICARDO MENDES COMO NOVO GENERAL MANAGER PARA IMPULSIONAR EXPANSÃO NA AMÉRICA LATINA

LIMPEZACA ACELERA EXPANSÃO E PROJETA 30 NOVAS FRANQUIAS EM 2026

REFORMA TRIBUTÁRIA: A DÉCADA SERÁ DE COMPLEXIDADE PARA EMPRESAS E DE DIAMANTE PARA PROFISSIONAIS PREPARADOS

Assine nossa newsletter

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Aplicam-se os Termos de Serviço.