ABBR CRIA ESPAÇO DE TERAPIA AQUÁTICA

ABBR CRIA ESPAÇO DE TERAPIA AQUÁTICA

Aproveitando o clima quente do verão, a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação) criou um novo espaço dedicado à terapia aquática, oferecendo uma abordagem inovadora e refrescante para a reabilitação. A nova piscina terapêutica tem mais de 70m² e foi projetada para atender até nove pessoas por sessão, com coordenação do Dr. Jorge Moura, um dos principais nomes da hidroterapia no país.

A fisioterapia aquática tem registrado um crescimento significativo nos últimos anos, demonstrando sua eficácia em diversos perfis de pacientes. Método alternativo a reabilitação tradicional, a iniciativa utiliza propriedades como empuxo, pressão hidrostática, viscosidade e temperatura para oferecer alívio da dor, fortalecimento muscular, melhora da mobilidade articular e equilíbrio.

De acordo com o fisioterapeuta, Jorge Moura, a técnica traz ainda diversos benefícios psicológicos. “O contato com a água proporciona um ambiente relaxante que reduz o estresse e melhora o bem-estar geral. É um procedimento que pode ter propriedades ainda melhores para o público idoso e infanto-juvenil”, explica.

Aquecida a uma temperatura termoneutra (34°C), a água promove relaxamento e reduz espasmos, sendo indicada para pacientes com condições como artrite, artrose e fibromialgia. Já no caso de pessoas em pós operatório ou com limitações de movimento, o empuxo diminui a pressão sobre as articulações, resultando em uma recuperação menos dolorida.

A piscina conta com uma estrutura moderna e acessível, com rampas, elevador de transferência, banheiros adaptados e escadas com corrimão. O espaço também possuí uma bicicleta aquática, que é utilizada como recurso terapêutico para fortalecimento muscular e reabilitação cardiovascular.

As sessões de fisioterapia aquática geralmente têm duração de 45 minutos, embora esse tempo possa ser ajustado conforme as necessidades específicas de cada paciente. Além disso, estudos indicam que a realização de exercícios na água pode ser até quatro vezes mais exigentes do que em solo, devido à resistência oferecida pelo meio aquático.

O setor de fisioterapia aquática tem desempenhado um papel significativo na pesquisa em reabilitação. Apesar de ser uma área relativamente nova, seu potencial é vasto. “Para expandir e aprofundar os estudos nessa disciplina, é fundamental estabelecer convênios com universidades, visando o desenvolvimento de pesquisas colaborativas que impulsionem avanços científicos e aprimorem as práticas terapêuticas”, finaliza.

Foto: Piscina fisioterapeutica.

Crédito: Divulgação.

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