ABORDAGEM AO LONGO DE CICLOS ECONÔMICOS É POSITIVA PARA BANCOS BRASILEIROS

De acordo com a Fitch Ratings, a estratégia adotada
pelos bancos brasileiros “ao longo dos ciclos econômicos” permite capturar sua
força coletiva, enquanto mantém alguma contenção. A agência chegou a essa
conclusão após completar a revisão do desempenho dos bancos brasileiros
avaliados. Os resultados desta análise estão detalhados em relatório especial
publicado hoje.

O universo dos bancos brasileiros analisados pela
Fitch (cinquenta no total) respondia por mais de 80% dos ativos no sistema
financeiro, em 31 de março de 2013. A Fitch começou a atribuir ratings a bancos
brasileiros em meados da década de 1980 e mantém esta carteira há mais de
trinta anos.“A Fitch acredita que seus ratings atendam melhor
aos investidores quando demonstram relatividade consistente ao longo dos ciclos
econômicos, com uma granularidade que permite significativa diferenciação entre
os bancos avaliados, quando os ratings permanecem relativamente estáveis
através dos ciclos econômicos,” afirmou Franklin Santarelli, diretor-executivo
para o grupo de Instituições Financeiras na América Latina. “A Fitch envida
seus melhores esforços ao classificar os bancos ‘ao longo dos ciclos’, como um
serviço prestado aos investidores que mantêm relacionamentos geralmente de
longo prazo com estas instituições”, completa.

Em sua análise, a Fitch identificou que apenas seis
bancos foram afetados por rebaixamentos em vários graus, em um período de menos
de 12 meses. Por outro lado, um único banco apresentou elevação seguida de
rebaixamento, em menos de 24 meses, reflexo de uma transação envolvendo fusão e
aquisição.

A Fitch também observa que 52% das ações de rating
desde janeiro de 2003 correspondiam a afirmações; 16%, a elevações; e apenas 2%
eram relativas a rebaixamentos. Isso, apesar das várias – e algumas vezes –
abruptas mudanças ao longo dos ciclos econômicos. A maioria dos ratings de
bancos não refletiu essas tendências da atividade econômica. 

Dentre os bancos que falharam nos últimos dez anos,
os ratings atribuídos pela Fitch a estas instituições sempre estiveram fora da
categoria de grau de investimento ou, no caso daqueles que apenas contavam com
ratings nacionais públicos, abaixo da categoria ‘BBB(bra)’.

Na maioria dos casos, pontos fracos relevantes
identificados no modelo de negócios e/ou agressivos planos de expansão,
conforme refletidos nos ratings, provaram ter sido a razão desses problemas.
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