AGÊNCIA DAS BACIAS PCJ CONTRATA ESTUDO PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA EM POLOS INDUSTRIAIS DE SETE MUNICÍPIOS

A agência das Bacias PCJ acaba de contratar um estudo de avaliação hidrogeológica visando a captação de água subterrânea para ser feito em polos industriais de sete municípios das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O estudo vai ser realizado pela empresa Hidroambiental Projetos, Serviços e Consultoria, de Santana de Parnaíba, vencedora da licitação e o contrato foi assinado no último dia 22 de agosto na sede da agência PCJ, em Piracicaba. Serão beneficiados os municípios de Atibaia, Jundiaí, Paulínia, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Nova Odessa e Sumaré. Os trabalhos serão coordenados pelo geólogo André Luiz Bonacin Silva. O investimento será de R$ 393.46 mil, provenientes da cobrança pelo uso da água em rios de domínio da União (Cobrança PCJ Federal), e está previsto no Programa de Aplicação Plurianual das Bacias PCJ. Os serviços terão início nos próximos dias e deverão ser concluídos em até seis meses.rio Piracicaba João Prudente 8073734890_146f99accc_b

O estudo hidrogeológico identifica o fluxo, volume, distribuição e qualidade das águas subterrâneas. O trabalho contratado pela Agência PCJ visa fornecer essas informações, tanto sobre a qualidade como a disponibilidade dessas águas. Os resultados darão subsídios à tomada de decisão quanto à perfuração de poços tubulares profundos em áreas dos polos industriais desses sete municípios. Atualmente, já existem poços nesses polos, porém, o estudo vai definir os pontos de locação mais favoráveis para a captação das águas subterrâneas, possibilitando maior desenvolvimento industrial nas Bacias PCJ.

A coordenadora de Projetos da Agência PCJ, Elaine Franco de Campos, disse que esse estudo tem por objetivo definir áreas com maior potencial de produção de água subterrânea, bem como as áreas com menor vulnerabilidade natural para contaminação desses aquíferos. “Além disso, será elaborado um banco de dados georreferenciados referente a produção de água subterrânea, voltada principalmente para fomentar os processos industriais dentro das Bacias PCJ”, explicou.

O pedido pa6375(b)_José_Nunes_Filho_crédito_Roncon&Graça Comunicaçõesra a realização desse estudo foi feito pela CT-Indústria (Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água na Indústria), principalmente devido à crise hídrica pela qual a região passou entre 2014 e 2015 e que prejudicou bastante a produção industrial. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas coordena o CT-Indústria. O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas, José Nunes Filho, disse que há três anos o Ciesp lutava para a realização desse estudo. “O nosso pessoal está no CT-Indústria e conseguiu isso. Nós temos dois representantes do Ciesp Campinas. O Jorge Mercanti era um dos responsáveis pela parte ambiental da Replan (Refinaria de Paulínia). Ele se aposentou e está só n Ciesp e o Jorge Galgaro, que é responsável pela parte ambiental da Rhodia. Os dois fazem parte do nosso departamento de meio ambiente”, diz.

O diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho explicou que o estudo é uma sobreposição de vários mapas hidrogeológicos que vão mostrar várias camadas de superfície e que vai permitir que se fure o poço e acerte no melhor ponto de captação para a empresa. “A indústria precisa ter uma fonte alternativa e não ficar dependente  do Cantareira do sistema PCJ. As indústrias tem interesse para garantia delas de ter poços artesianos. O problema do poço artesiano é que você não tem um estudo hidrogeológico par saber os melhores pontos de perfuração”, justifica.

A coordenadora de Projetos da Agência PCJ, Elaine Franco de Campos, explicou que o forte crescimento econômico e populacional dos últimos anos e as projeções futuras de crescimento têm causado inúmeros problemas de conflitos pelo uso de recursos hídricos e que esses problemas se tornam ainda maiores devido à recorrentes períodos de escassez. “Por conta dessa escassez de água, principalmente no período entre 2014 e 2015, a indústria reduziu o consumo em torno de 50%. Para gerenciar o problema, o setor adotou medidas para o controle da produção, como o uso de tecnologia com processos e equipamentos mais eficientes. Entretanto, a situação ainda é preocupante no setor, sendo limitante no crescimento industrial e neste sentido, este estudo vem ao encontro disso, fornecendo subsídios para se conseguir maior disponibilidade hídrica”, concluiu Elaine.

Foto 1 – Rio Piracicaba.

Crédito: João Prudente/Agência PCJ.

Foto 2 – Diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações.

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