AUTOMAÇÃO E GESTÃO EM TEMPO REAL SÃO FATORES CRUCIAIS PARA A MOBILIDADE URBANA

AUTOMAÇÃO E GESTÃO EM TEMPO REAL SÃO FATORES CRUCIAIS PARA A MOBILIDADE URBANA

ARTIGO DE JOHNNY BRANDT

País com a sexta maior frota de veículos do mundo, o Brasil enfrenta um grande desafio no quesito mobilidade urbana. Enquanto muitas cidades buscam encontrar um equilíbrio entre espaço para pedestres, transporte público e veículos, surgem cada vez mais negócios particulares que visam reduzir os entraves do trânsito. Afinal, boa parte dos brasileiros – 74%, segundo levantamento do Datafolha – é a favor de medidas que reduzam o espaço público ocupado por veículos particulares.

Assim, junto com negócios que visam proporcionar deslocamento com segurança e paradas seguras entre um compromisso e outro, criam-se novas necessidades para este nicho de mercado. Com o crescimento gradativo das frotas, manter também essa terceira via, onde negócios próprios e espaços empresariais permitem o uso de vagas rotativas, exige controle e apoio tecnológico.

Surgem assim os controles automatizados e um mercado cada vez mais conectado para, de certa forma, impactar positivamente na mobilidade urbana. Evitando deslocamentos desnecessários e visando a melhor experiência dos motoristas e empreendedores, novas soluções permitem o mapeamento e acompanhamento de vagas em tempo real.

E estes serão fatores cada vez mais necessários para garantir agilidade na mobilidade viária, evitando-se filas em controles manuais de estacionamentos. Ora, se atualmente, quando há a adoção de modelos híbridos de trabalho e deslocamento reduzido, o cenário se tornará caótico na normalização do pós-pandemia sem o controle ideal.

Nesse mercado em constante evolução é necessário entender e se adaptar aos novos modais de mobilidade como aplicativos de corridas, patinetes e bikes elétricas, carros elétricos e autônomos, novos métodos de pagamento e plataformas de gestão unificadas. O sucesso dessa estratégia ficou ainda mais evidente quando observamos nossa base de clientes que cresceu durante a pandemia, todos têm algo em comum: eles se adaptaram rapidamente, tirando melhor proveito da situação mercadológica.

Cada vez mais, novos ambientes privados e espaços comerciais para estacionamento e vagas rotativas assumirão um papel estratégico para o desafogamento das vias urbanas. Entender quem, quando e quantos motoristas precisam desses espaços, através de dados consistentes e a integração de pátio, sistemas de atendimento e de gestão será um fator decisivo para a agilidade no entra e sai frenético de consumidores.

Mesmo em cidades de pequeno e médio porte, o cenário da mobilidade precisa ser respaldado por aplicações que impactem positivamente a experiência do motorista, com segurança e transparência.

 

Johnny Brandt é  CEO da CloudPark, hub de mobilidade urbana, que desenvolve soluções para gestão de estacionamentos.

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