CAMPINEIROS REATIVAM HOBBY DO FERREOMODELISMO PARA ENFRENTAR A QUARENTENA

Em época de quarentena, enquanto algumas pessoas trabalham em esquema home office, uma boa parcela da população fica impossibilitada de atuar desta forma em razão da própria essência profissional. E para aproveitar o tempo ocioso neste período, muitos têm aderido a atividades prazerosas e reativado antigos hobbies, como o ferreomodelismo.

O trem elétrico é uma excelente opção para quem está na quarentena, procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, desestressa e ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.

Em Campinas, o professor Fábio Husemann Menezes, 57 anos, sempre gostou do ferreomodelismo, mas está aproveitando a quarentena para mexer mais em sua coleção. “Gosto de trens desde os 7 anos e neste período quero avançar um pouco na construção de minha maquete para rodar as locomotivas e vagões que, somados, devem chegar em 100 peças. Tenho mexido na maquete duas vezes por semana, de duas a três horas em cada dia”, conta. “Quando criança, meu pai foi à França fazer um estágio, e fui junto. Lá, encantei-me por um trem elétrico e ao regressar ao Brasil comecei a brincar. Na adolescência, conheci um grupo de ferreomodelistas e iniciei minha coleção”, completa.

Já o enfermeiro Vágner Edson Pereira, 42 anos, aproveitou a quarentena para comprar um kit básico com uma locomotiva e três vagões para seu filho Artur, de 6 anos. “Ele é fã de trens, e vamos aproveitar este período para brincarmos um pouco deste hobby”, afirma.

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo. Por ser uma atração indoor, não está sujeita a intempéries, tem ganhado adeptos pelo Brasil e se popularizado entre os amantes de trens. Sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.

De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país. “Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, que possui mais de 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina.

 

Fotos 1 e 2 – Maquete de ferreomodelismo.

Foto 3 – Professor Fábio Husemann Menezes.

Crédito: Divulgação.

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