CIESP APONTA QUE CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO JÁ IMPACTA 65% DA INDÚSTRIA DA REGIÃO DE CAMPINAS

CIESP APONTA QUE CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO JÁ IMPACTA 65% DA INDÚSTRIA DA REGIÃO DE CAMPINAS

A indústria da região de Campinas já sente de forma relevante os efeitos do conflito no Oriente Médio. É o que revela a Pesquisa de Sondagem Industrial de abril, divulgada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Regional Campinas. Segundo o levantamento, 65% das empresas associadas apontam impactos diretos em custos e operações.

De acordo com os dados, 36% das indústrias relatam impacto severo nos custos de produção, enquanto 22% classificam o efeito como moderado, exigindo ajustes preventivos. Já 7% enfrentam interrupções ou atrasos na cadeia logística. Por outro lado, 35% das empresas afirmam não perceber impactos até o momento.

Para o diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, o cenário geopolítico se soma a fatores internos que pressionam o setor. “As altas taxas de juros, inflação e gastos públicos afetam diretamente o dia a dia das empresas, contribuindo para a queda na produção e nas vendas”, afirma.

Os reflexos já aparecem nos indicadores. Metade das empresas consultadas registrou redução no volume de produção em abril, na comparação com o mês anterior. O mesmo percentual apontou queda no faturamento.

Outro dado considerado preocupante é o aumento dos custos: 75% das indústrias relataram alta nos preços das matérias-primas, enquanto 43% indicaram elevação no custo da energia.

No comércio exterior, o diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, observa sinais de desaceleração. Segundo ele, o primeiro trimestre do ano apresentou retração moderada nas importações. “Se o conflito se prolongar, haverá pressão adicional sobre o comércio exterior, exigindo que as empresas busquem rotas alternativas para minimizar prejuízos”, avalia.

Balança comercial registra queda nas exportações e alta nas importações

Os dados da balança comercial regional reforçam o cenário desafiador. Em março de 2026, as exportações somaram US$ 276 milhões, uma queda de 5,95% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o valor exportado chega a US$ 820 milhões, recuo de 2,29%.

Já as importações alcançaram US$ 1,2 bilhão em março, um crescimento expressivo de 20,92% na comparação anual. No acumulado de 2026, o total importado é de US$ 3 bilhões, com leve queda de 2,41%.

O déficit comercial mensal foi de US$ 991 milhões, 31,42% menor que o registrado em março do ano passado. No acumulado do ano, o déficit soma US$ 2,2 bilhões, com redução de 2,45%.

A corrente de comércio exterior — soma de exportações e importações — atingiu US$ 1,5 bilhão em março, alta de 15,03% na comparação anual. No acumulado de 2026, o volume chega a US$ 3,8 bilhões, queda de 2,38%.

Municípios e parceiros comerciais

Entre os principais municípios exportadores da região estão Campinas (36,79%), Paulínia (14,94%), Sumaré (11,11%), Mogi Guaçu (8,73%) e Valinhos (6,54%). Já nas importações, destacam-se Paulínia (37,99%), Campinas (27,07%), Hortolândia (9,10%), Sumaré (7,03%) e Jaguariúna (6,78%).

No cenário internacional, os principais destinos das exportações regionais em março foram Argentina (14,69%), Estados Unidos (13,31%) e México (5,74%). Do lado das importações, a China lidera com 28,49%, seguida pelos Estados Unidos (13,63%) e Índia (7,37%).

O levantamento do Ciesp-Campinas indica que, além dos desafios internos, a instabilidade geopolítica global já se tornou um fator relevante para o desempenho da indústria regional, exigindo maior adaptação estratégica das empresas nos próximos meses.

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