CONSTRUÇÃO CIVIL REGISTRA DEMISSÕES EM MAIO NA REGIÃO DE CAMPINAS

A construção civil na Região Metropolitana de Campinas (RMC) voltou a perder postos de trabalho. Em Maio, o setor fechou 287 vagas com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com os números oficiais do Ministério, as empresas da cadeia produtiva desligaram 2.111 empregados, número superior às 1.833 admissões do mesmo período. FRANCISCO HABICAMPDSC_0794

Dos 20 municípios que formam a RMC, apenas cinco fecharam o mês de maio com mais admissões de que demissões. Paulínia lidera com 174 vagas geradas, Indaiatuba com 77 postos, Jaguariúna com 10 vagas, Valinhos com seis contratações, Engenheiro Coelho e Holambra, com uma contratação cada.

Em outros 13 municípios o saldo foi negativo. O maior número de vagas eliminadas foi em Campinas, com 239 postos em maio, o primeiro número negativo neste ano, seguido por Hortolândia com 64 vagas eliminadas e Itatiba com 58 postos a menos.

No acumulado de janeiro a maio, o número de demissões também supera o das admissões. Foram desligados no período 9.814 trabalhadores contra 9.324 admissões com carteira assinada pelas empresas, com 490 vagas eliminadas.

Segundo o presidente da Associação Regional da Construção de Campinas e Região (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima Filho, os números do Caged relativos ao mês de maio causam uma surpresa moderada, após os dados positivos de abril. “Nossa expectativa era de mais um mês com geração de empregos no setor”, afirma. “Vínhamos numa crescente desde janeiro. Em fevereiro foram 1.387, passando para 1.750 em março, chegando a 1.939 em abril. E no mês passado nos deparamos com uma leve retração”, completa.

Apesar do número negativo, ele prefere manter otimismo para este ano. “A quantidade de lançamentos imobiliários nos últimos meses tem sido positiva. Somente no Feirão da Caixa, no mês passado, tínhamos mais de 20 empreendimentos para venda e temos outros a serem lançados nos próximos meses. Isso tudo vai resultar em contratações a médio e longo prazo”, conclui.

A GNO Empreendimentos e Construções, por exemplo, está retomando os lançamentos imobiliários neste ano. Em maio, a empresa lançou em Campinas o Alto do Ibirapuera,com cinco torres dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida. Em apenas dois dias foram comercializadas mais de 160 unidades, o equivalente a uma torre.

Por conta disso, a GNO já começou a retomada das contratações. Ainda para este mês de junho serão quatro engenheiro, mestre de obras, compras e financeiro. Para agosto, haverá um número grande de admissões, por conta do início das obras do empreendimento.

Foto: Presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho.

Crédito: Divulgação.

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