Após registrar as maiores altas do ano em maio e junho, o Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção civil paulista desacelerou em julho. O indicador apresentou alta de 0,45% no mês, ante 1,24% em maio e 2,24% em junho.

Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em 3 de agosto. Mesmo com a desaceleração, o CUB acumula elevação de 5,06% em 2026 e de 6,23% nos últimos 12 meses.
Todos os principais componentes do índice registraram aumento em julho. Os custos com mão de obra avançaram 0,38%, acumulando alta de 5,32% no ano e de 6,24% em 12 meses. Já os materiais de construção tiveram elevação de 0,53%, com acumulado de 4,68% em 2026 e de 6,19% nos últimos 12 meses.
As despesas administrativas apresentaram a maior variação entre os componentes do indicador, com alta de 0,60% em julho. No acumulado do ano, o avanço chega a 5,37%, enquanto em 12 meses a elevação é de 6,73%.
Com esse desempenho, o CUB representativo da construção paulista, no padrão R8-N, foi apurado em R$ 2.231,37 por metro quadrado em julho.
Custo com desoneração também registra alta
Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB apresentou variação positiva de 0,45% em julho. No acumulado de 2026, entretanto, o indicador registra alta de 6,94%, enquanto a variação em 12 meses chega a 8,15%.
Nesse segmento, o custo médio da construção paulista, também considerando o padrão R8-N, alcançou R$ 2.155,74 por metro quadrado em julho.
Do total, R$ 1.196,58 correspondem aos custos de mão de obra, R$ 897,01 aos materiais e R$ 62,15 às despesas administrativas.
Materiais registram aumentos acima do IGP-M
Entre os materiais pesquisados pelo levantamento, alguns produtos apresentaram aumentos expressivos em julho. A maior alta foi registrada pela emulsão asfáltica com elastômero para impermeabilização, que subiu 1,86%.
Na sequência aparecem a placa cerâmica (azulejo) 15×15 cm, de primeira linha PEI II, com alta de 1,66%, e o aço CA-50 de 10 mm, que avançou 1,28%.
As três variações ficaram acima do comportamento do IGP-M, que registrou queda de 1,16% no mês.
No acumulado dos últimos 12 meses, os aumentos foram ainda mais significativos em alguns materiais. O tubo PVC-R rígido para esgoto de 150 mm teve alta de 15,20%, enquanto o fio de cobre antichama isolado de 750 V e 2,5 mm² subiu 14,46%. O cimento CPE-32, em saco de 50 kg, apresentou elevação de 12,62%.
As variações desses materiais ficaram bem acima do IGP-M, que acumulou alta de 2,76% em 12 meses.
Indicador é referência para o setor
O Custo Unitário Básico (CUB) é o índice oficial utilizado para refletir a variação dos custos das empresas da construção civil. O indicador é de uso obrigatório nos registros de incorporação dos empreendimentos imobiliários e funciona como um importante termômetro para acompanhar a evolução dos custos de mão de obra, materiais e serviços utilizados pelo setor.
O CUB global da indústria da construção do Estado de São Paulo é calculado pelo SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O SindusCon-SP reúne aproximadamente 300 construtoras associadas e representa cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, infraestrutura e habitação popular no Estado de São Paulo. A entidade possui diretorias regionais em Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba, além de uma delegacia em Mogi das Cruzes.
Segundo dados do IBGE e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção civil representa 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, enquanto a construção paulista corresponde a 27,6% do setor no país.
Foto: Produtos utilizados na construção civil.
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