COLUNA DO JORNALISTA VIEIRA JUNIOR
Uma matéria divulgada pelo Estadão nessa semana me chamou muito a
atenção, principalmente pelo fato de que esse pensamento já rondava a cabeça.
Segundo a publicação, a economia brasileira, nos últimos dois anos, perdeu
muito do que conquistou na última década e, pior, agravou os dados negativos. O
Brasil, que outrora se orgulhava e batia no peito dizendo ser uma das
principais economias do mundo e um dos países do futuro, viu o seu presente
ruir com escândalos, corrupção e uma Copa do Mundo que deixou como legado um
país falido, desestabilizado e sem as obras prometidas.
feita nesta quinta-feira, 5, pelo presidente reeleito do Conselho de
Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) São
Paulo, Henrique Luz. Ele diz que já alertava, há dois anos, sobre “o crescimento
pífio da economia, da necessidade de o País investir em educação, da escassez
de mão de obra qualificada e da deterioração da política fiscal. De fato, Luz tinha
razão. E não era só ele quem sabia disso. Em pesquisa realizada momentos antes
à Copa do Mundo, os brasileiros já diziam que preferiam ver o dinheiro sendo
aplicado em educação e saúde a estádios. Mas, foram na onda de um tal “fenômeno”
e endossaram o coro de que “não se faz Copa com hospitais”.
O resultado de tudo isso é visto na prática, nas bombas de gasolina,
conta de luz, no preço dos supermercados e nas obras abandonadas em todo o
país. Não obstante, em meio a tantos ajustes fiscais, há ainda verba para se pagar
passagens aéreas para esposas de deputados. Soa nojento ao ouvido, mas é o que
temos na administração do país e não é menos nojento do que a construção de
estádios superfaturados em um país que não tem, sequer, saneamento básico ou
transporte público para a sua população.
Fundação Getúlio Vargas (IBE-FGV)

