
As fraudes online provocaram prejuízos de US$ 442 bilhões no mundo em 2025, segundo levantamento da Interpol, reforçando a urgência de investimentos em prevenção e conscientização contra os cibercrimes. Nesse cenário, uma empresa de Campinas (SP) vem ampliando sua presença internacional ao exportar tecnologia brasileira voltada à educação em cibersegurança.
Especializada em treinamento de segurança digital com uso de gamificação, a Hacker Rangers conquistou espaço em mais de dez países e, em apenas três anos de atuação no mercado externo, já treinou mais de 8 mil pessoas em nações como Estados Unidos, França, Malásia e Argentina. Atualmente, a empresa conta com mais de 30 parceiros internacionais responsáveis pela comercialização de suas soluções, enquanto sua sede global está localizada em Miami, nos Estados Unidos.
A expansão internacional também é acompanhada pelo reconhecimento do mercado. Na mais recente temporada de avaliações da plataforma G2, considerada uma das principais referências mundiais na análise de softwares e serviços de tecnologia, a empresa recebeu mais de 25 selos de destaque.
Segundo o CEO da Hacker Rangers, Vinícius Perallis, o principal diferencial da empresa está na utilização da gamificação para transformar o treinamento em uma experiência prática e envolvente, aumentando a conscientização sobre riscos digitais. “O fator humano continua sendo um dos principais pontos de vulnerabilidade das organizações. Uma senha mal protegida ou um clique em um e-mail de phishing pode abrir caminho para ataques cibernéticos. Nossas soluções utilizam a gamificação para ensinar boas práticas e fortalecer a cultura da segurança digital dentro das empresas”, afirma.
Com 15 anos de atuação, a empresa projeta um crescimento superior a 150% nas exportações ao longo deste ano.
Engajamento substitui treinamentos tradicionais
Os resultados da metodologia já aparecem em grandes empresas internacionais. Na seguradora argentina Mercantil Andina, que possui dezenas de filiais e mais de 700 colaboradores, os treinamentos tradicionais baseados em palestras presenciais registravam baixa adesão. Após a implantação da plataforma gamificada da Hacker Rangers, o cenário mudou significativamente.
Segundo o analista de Segurança da Informação da empresa, Emmanuel Chavez, cerca de 70% dos colaboradores passaram a acessar o programa, enquanto mais de 30% participam voluntariamente das atividades. “Antes reuníamos, no máximo, quatro pessoas em uma sala de treinamento. Hoje o engajamento superou todas as expectativas”, afirma.
Além da participação, os colaboradores passaram a adotar comportamentos mais seguros no ambiente digital. Em pouco tempo, foram registradas mais de 1.145 ciberatitudes, como a adoção de boas práticas e o reporte de possíveis vulnerabilidades. “Nós percebemos que os próprios colaboradores começaram a corrigir seus comportamentos ao entenderem a importância da segurança digital”, destaca Chavez.
Aprendizado prático
Nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, a MultiValue Central também buscava uma forma de manter suas equipes de tecnologia constantemente atualizadas diante das novas ameaças digitais. O CEO da empresa, John Nunziato, afirma que os treinamentos convencionais não despertavam interesse dos profissionais. “Tentamos treinamentos tradicionais, mas eles eram pouco estimulantes. O programa da Hacker Rangers entregou alguns dos treinamentos de cibersegurança mais práticos e envolventes que já experimentamos. Nossa equipe aprimorou suas habilidades e ganhou mais confiança para enfrentar ameaças reais”, afirma.
Mais de um milhão de pessoas treinadas
Com sede em Campinas, a Hacker Rangers desenvolve soluções totalmente gamificadas para treinamento em segurança cibernética, voltadas para empresas, órgãos públicos e instituições. O objetivo é reduzir riscos provocados por golpes, ataques virtuais e fraudes digitais por meio da mudança de comportamento dos usuários.
Ao longo de sua trajetória, a empresa já treinou mais de um milhão de pessoas e reúne clientes como Arezzo, Itaúsa, Azul Linhas Aéreas Brasileiras, Grupo Piracanjuba, Ministério da Defesa, Tesouro Nacional, UOL, Neoenergia e Anatel.
A estratégia da companhia aposta na criação de uma cultura permanente de cibersegurança, transformando colaboradores em agentes ativos na prevenção de ataques digitais em um cenário em que os crimes virtuais continuam crescendo em todo o mundo.
Foto: CEO da Hacker Rangers, Vinícius Perallis.
Crédito: Divulgação.