EMPRESÁRIOS INDUSTRIAIS QUEREM SIMPLIFICAÇÃO NA REFORMA TRIBUTÁRIA

A regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgou os resultados referentes a comércio exterior, pesquisa de sondagem industrial e nível de emprego na indústria de Campinas e região. O destaque em relação a sondagem  é com relação a expectativa da indústria regional em relação a Reforma Tributária. Para 66,67% dos respondentes, o mais importante é a simplificação do sistema tributário. Cerca de 29,63% dos industriais deseja menor tributação e 3,7% a queda na inadimplência.

O diretor em exercício do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, fez uma avaliação com relação a resposta dos industriais em relação à Reforma Tributária. “Em relação à simplificação do sistema tributário a gente sabe que não vai ter queda de alíquota de tributação, mas só o fato de simplificar o sistema tributário nacional para as empresas vai causar um alívio enorme.Você tem empresas de grande porte que tem um departamento exclusivo para tratar dessa área tributária quando o processo poderia ser mais simples com emissão de guia e pagamento. Hoje o sistema tributário nacional é tremendamente complicado, cheio de detalhes, com normas Federais, estaduais e municipais. A intenção é que isso seja simplificado”, diz.

Toledo Corrêa também especificou a importância das reformas da Previdência e tributária. “Para o empresário, no dia a dia dele, o mais importante é a Reforma Tributária porque atinge diretamente a sua atividade fim. Já a Reforma da Previdência é fundamental aos governos para estancar o gasto público com pagamento de Previdência. Feita a reforma, o governo já sabe quanto que vai gastar e passa a ter uma previsão como vai poder investir para direcionar a outras áreas. Do jeito que está o governo só vai arrecadar para pagar pessoal e não vai conseguir fazer obras e hospitais e exercer a atividade fim de governo”, avalia.

A indústria da região de Campinas registrou saldo negativo de 250 demissões em setembro. Esse é o quarto pior setembro da série histórica iniciada em 2003. No acumulado de 2019, o saldo também é negativo em 4,15 mil postos.

Para o diretor em exercício do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, as  demissões  de agosto, que teve 1.650 postos de trabalho eliminados, e setembro, com 250 vagas perdidas, refletem  a crise da Argentina, que provocou a queda das exportações da região para aquele país. “Isso fica mais evidente quando temos variações negativas no nível de emprego regional em equipamentos de informática e eletrônicos com queda de 5,30% e veículos automotores e autopeças com redução de 0,65%, justamente dois segmentos onde temos empresas que exportam muito para a Argentina, que no global é o nosso terceiro maior mercado”, explica José Henrique.

O diretor manifestou preocupação com a crise Argentina, que na sua avaliação, se persistir por muito tempo pode obrigar as empresas a buscarem novos mercados. “Nós temos aqui o setor de informática e o setor de autopeças que vendem para a Argentina e não venderam. As empresas que fazem parte dessa cadeia produtiva acabaram demitindo. Eles vão ter que buscar novos mercados com novas opções de vendas de seus produtos”, conclui.

No período de janeiro a setembro de 2019, as indústrias da região de Campinas registraram um volume acumulado de exportações de US$ 2,523 bilhões.  As importações da região no mesmo período foram de US$ 8,282 bilhões. As exportações no mês de setembro foram de US$ 279,88 milhões e as importações US$ 1,01 bilhão.

 

Foto: Diretor em exercício do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

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