ENTIDADES DE CAMPINAS CALCULAM O PREJUÍZO COM A GREVE DOS CAMINHONEIROS

As paralisações dos caminhoneiros em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis têm refletido no setor de abastecimento. Segundo estimativa do SindiVarejista em parceria com a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), o impacto para o varejo na região de Campinas pode acarretar perdas de vendas de até R$ 162,6 milhões por dia. No cenário estadual, o prejuízo diário pode atingir R$ 1,8 bilhão e no nacional, R$ 5,4 bilhões.Sanae_presidente SindiVarejista

De acordo com a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, o prejuízo nas vendas dos bens não duráveis como alimentos, remédios e gasolina pode ser visto como um primeiro alarme. “No entanto, se essa crise persistir, o problema pode se estender para as vendas de bens duráveis como veículos, eletrodomésticos e materiais de construção, gerando uma crise geral para o setor”, afirmou.

Para o SindiVarejista, o país necessita urgentemente de uma Reforma Tributária que modernize o sistema de tributação e o torne mais igualitário. “As reivindicações apresentadas pelos caminhoneiros vêm de encontro a um anseio geral da sociedade que paga caro por serviços e produtos devido aos altos impostos. Por isso, esse é um momento de reflexão de todos os setores para que se busque uma saída mais sustentável para a economia do país, nas esferas federal, estadual e municipal”, afirmou a presidente.

O SindiVarejista na região de Campinas atinge as cidades de Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré, Valinhos.

Já o Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas  (Acic) avalia que o primeiro impacto verificado foi na redução de consumo de Bens e Serviços, principalmente nos produtos de Alimentação Básica, nos Centros de Abastecimento, incluindo Ceasa, Supermercados, Mercearias, entre outros, representando uma queda de 60,0% nesse consumo, atingindo até este momento, nesta semana que passou, aproximadamente R$ 480,0 milhões.

O segundo impacto está sendo verificado na movimentação do Comércio Varejista, cujo impacto é de uma redução diária de 70,0% nas vendas, o que representa uma queda de R$ 212,3 milhões, na semana que passou.

O terceiro impacto foi a redução de combustíveis a quase zero nos postos de gasolina, em torno de 180 postos em Campinas e o Aeroporto de Viracopos, representando uma retenção diária de vendas de 3,6 milhões de litros, correspondendo a uma perda de R$ 11,5 milhões, por combustíveis não consumidos.

O quarto impacto vai se refletir na Indústria, que tem uma perda na produção de Bens e Equipamentos, também de 60,0%, paralisando grande parte de sua linha de produção, aumentando a sua capacidade ociosa, dando férias a boa parte de empregados dessa linha produtiva.

O impacto na Indústria deve chegar, na semana que passou, em cerca de R$ 420,0 milhões pelo efeito da crise. O tamanho da crise para a Economia Campineira deve chegar aproximadamente a R$ 1.11 bilhão nos seus três segmentos mais significativos.

Foto: Presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito.

Crédito: Divulgação.

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