ESCLEROSE MÚLTIPLA PODE SER DIAGNOSTICADA PELO OFTALMOLOGISTA

Na consulta clínica rotineira com o oftalmologista muitas doenças graves podem ser diagnosticadas precocemente pelos olhos como a esclerose múltipla, uma doença autoimune com manifestação ocular. O dia 30 de Agosto marca o Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla e todo o mês é marcado por ações voltadas ao tema. A oftalmologista Cláudia Benetti diagnosticou alguns casos de esclerose múltipla precocemente em seu consultório no Centro de Cirurgia Oftalmológica, ao longo dos anos. “No caso da esclerose múltipla, o diagnóstico precoce é feito mesmo pelo oftalmologista, pois o sintoma mais evidente é uma neurite óptica. Para o paciente, a sensação é de falta de luminosidade, de que precisa acender mais luzes para poder enxergar. Nos 26 anos de consultório já pude diagnosticar alguns casos”, explica a médica.

A consciência de que algumas doenças sistêmicas ou condições congênitas graves podem ser vistas pelos olhos e de que eles são sua primeira apresentação visível não só ajudam no diagnóstico precoce como também antecipam ou evitam complicações. No caso da esclerose múltipla, doença que atinge o sistema nervoso, a desmielinização aguda (quando a bainha de mielina dos neurônios é danificada) afeta o nervo óptico, desencadeando um processo inflamatório. “Importante ressaltar que nem toda neurite óptica trata-se de esclerose múltipla, mas quando há episódios repetidos e surtos, precisamos investigar”, destaca Cláudia. Estudos apontam que 50% dos pacientes, que apresentam um primeiro episódio de neurite óptica, mas nenhum outro sinal de esclerose múltipla possui lesões desmielinizantes na ressonância magnética. Porém, dados mostram que há evidências de neurite óptica presente ou passada em 70% dos pacientes com a esclerose múltipla já diagnosticada.

A Esclerose Múltipla é uma doença crônica que contribui para uma deficiência neurológica e, a longo prazo, para a invalidez. Placas inflamatórias destroem a camada que recobre e isola as fibras nervosas (camada de mielina) do Sistema Nervoso Central. A esclerose múltipla não tem cura.

Dra. Cláudia Benetti é formada pela PUC-Campinas, especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), pós-graduada em Medicina Chinesa e Acupuntura pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Foto: Drª Cláudia Benetti.

Crédito: Divulgação.

 

 

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