ESTUDO MOSTRA QUE DIVERSIFICAÇÃO DOS INVESTIMENTOS É TENDÊNCIA FINANCEIRA ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

ESTUDO MOSTRA QUE DIVERSIFICAÇÃO DOS INVESTIMENTOS É TENDÊNCIA FINANCEIRA ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Médicos e outros profissionais de saúde estão diversificando e sofisticando seus investimentos financeiros, buscando proteção patrimonial e rentabilidade. Essa é uma das tendências verificadas por um estudo realizado pela Fintech Mitfokus Contabilidade Médica. De acordo com o levantamento, a diversificação é caracterizada por aplicações em fundos, ações em bolsa de valores, títulos de renda fixa e previdência privada, expansão e inovação por meio de  criptoativos, além de aplicações tanto no Brasil como no exterior. “A análise de tendências aponta uma crescente capacidade de acumulação patrimonial e uso estratégico da estrutura de holdings”, avalia a fundadora e CEO da Mitfokus, Júlia Lázaro. Ela descreve as principais recorrências.

Fundos de investimento diversificados, abrangendo fundos de investimento imobiliário. “Além disso, fundos de renda fixa, fundos multimercado, fundos de ações e fundos de debêntures incentivadas são uma tendência, muitas vezes por meio de plataformas como a XP Investimentos, BTG Pactual, Itaú e Santander”, explica a especialista.

Ações e ETFs (Exchange-Traded Funds), de empresas listadas em bolsa no Brasil, como Vale, Petrobras, Itausa, Ambev e Web. Júlia Lázaro detalha: “Há um interesse notável em ETFs, tanto para exposição ao mercado brasileiro quanto ao exterior, como os relacionados ao S&P 500 (IVV, CORE SP 500, IVVB11) e outros fundos internacionais.

Renda fixa tradicional e previdência privada. Segundo o levantamento, instrumentos de renda fixa como CDBs, Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são uma fonte comum de rendimentos isentos ou de aplicações financeiras. “Produtos de previdência privada, como o VGBL, indicam um foco em planejamento de longo prazo e benefícios fiscais”, observa a CEO da Mitfokus.

Ainda segundo Júlia, embora investimentos em criptoativos (como Bitcoin e Ethereum) e ganhos de capital na venda de imóveis ou ativos no exterior também estejam presentes no cenário médico, essas três categorias acima demonstram uma presença mais consistente no estudo de tendências realizado.

O levantamento da Mitfokus cita ainda a participação societária como outra tendência de investimento por profissionais de saúde. Constituem, assim, capital social em clínicas e serviços médicos, e outras empresas privadas da área.

As tradicionais contas correntes e cadernetas de poupança não perdem espaço. Nessas situações, além dos investimentos em bancos comerciais brasileiros, o estudo verifica ainda aplicações em corretoras internacionais e até contas em exchanges (plataformas para troca de ativos financeiros, como moedas, ações e criptomoedas).

A amostra analisada pela Mitfokus inclui majoritariamente médicos, residentes e outros profissionais da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos e instrumentadores. “A maioria possui vínculos com clínicas médicas, hospitais universitários e cooperativas médicas”, pontua a CEO da empresa. “As principais fontes são clínicas médicas, hospitais universitários e cooperativas de trabalho médico. Profissionais que operam via PJ tendem a apresentar rendimentos tributáveis mais baixos e altos lucros isentos, o que indica distribuição de lucros em vez de pró-labore”, finaliza.

Foto: CEO da Mitfokus, Júlia Lázaro.

Crédito: Divulgação.

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