EXECUTIVOS INVESTEM EM VIVÊNCIA ACADÊMICA NO EXTERIOR

A vivência acadêmica em outros países tem possibilitado que muitos executivos ao voltarem ao Brasil tragam na bagagem uma dinâmica maior e consequentemente novas ideias para serem aplicadas em seus ambientes de trabalho. Na avaliação da professora da IBE-FGV  na área de gestão de pessoas e liderança, Eline Rasera, esses profissionais com experiência no exterior ganham em maturidade, flexibilidade e sabem lidar melhor com as adversidades no trabalho.  “A gente observa isso na questão da capacidade e da habilidade que ele desenvolve em lidar com pessoas e em lidar com diferentes culturas que trás para ele essa habilidade desenvolvida”, diz
Na visão da professora Eline Rasera não importa a idade. Profissionais experientes, aliás, podem aproveitar que possuem mais recursos para fazer um curso direcionado às suas necessidades e renovar ideias. Eline Rasera acredita também que nos últimos anos tem aumentado a valorização do profissional brasileiro no exterior face ao conteúdo desenvolvido pelas instituições brasileiras com foco no mercado corporativo, principalmente na área de administração. “O profissional brasileiro ele tem além dos conhecimentos que adquire aqui essa versatilidade, o interesse e a busca pelo novo. Eu acho que faz parte do perfil do profissional brasileiro, a questão da iniciativa e principalmente da criatividade, com certa facilidade de lidar com as pessoas e os profissionais brasileiros estão aprendendo a se valorizar em relação a isso, mexendo um pouco mais com a autoestima percebendo que é capaz de fazer”, avalia.
A professora revelou que as empresas ou mesmo os profissionais que começam a ocupar cargos de diretoria buscam no exterior cursos específicos na área de negócios numa visão mais ampla. Por outro lado muitas empresas multinacionais que estão se instalando no Brasil tem trazido culturas diversificadas e isso proporciona que muitos desses profissionais brasileiros passem um período no exterior para conhecerem um pouco mais da cultura desses gestores empresariais que estão vindo para cá. Isso possibilita que esses brasileiros tenham a oportunidade de aprender a lidar com essas novas culturas e no retorno ao Brasil possam desenvolver trabalhos em equipe e com maior produtividade com foco em resultado e otimizar recursos.
Como professora de cursos de pós graduação com MBA, Eline Rasera observa nos alunos que eles tem muita bagagem e muita vontade, mas falta a questão de lidar com as pessoas. Ela percebeu isso não só nos alunos, mas também nas empresas nas quais presta consultoria. “Falta desenvolver essa capacidade de trabalhar em equipes, trabalhar com pessoas e fazer resultados através das pessoas. Eu acho que essa é uma necessidade muito grande dos profissionais hoje. O curso no exterior facilita muito. Eu acho que é um ganho muito rico que o profissional tem e vem também com todos os conhecimentos que ele pode adquirir em outros lugares”, diz.
Mesmo já tendo feito inúmeras viagens internacionais profissionais nos últimos 15 anos, o ex-aluno do MBA em Gestão Empresarial da IBE-FGV, o administrador de empresas Mauritius von Dubnitz, 39 anos, diz que realizar o módulo internacional de seu MBA na Ohio University foi bem interessante. “A possibilidade de ‘viver’ um pouco o mundo acadêmico norte-americano foi muito válida”, declarou.
Eline destaca que a experiência traz benefícios também para a empresa onde o profissional trabalha. Mauritius concorda. “Fiquei impressionado com o grau de conhecimento dos professores e a profundidade com a qual abordaram seus respectivos temas, o que me ajudou inclusive a traçar de forma mais precisa o planejamento de 2012 para nossa empresa”, afirmou
Luis Felipe Inglez, 34 anos, engenheiro mecânico, também acredita que  o módulo internacional de seu MBA acrescentou pontos positivos e importantes ao trabalho. “As matérias do curso nos fizeram refletir sobre as necessidades do ‘executivo do futuro’, o que de certa forma influenciará nas ações pertinentes ao desenvolvimento de minha carreira”, diz. Além disso, ele destaca que pessoalmente achou muito interessante conhecer uma universidade americana e poder ampliar seu networking.
A supervisora de Convênios Internacionais da IBE-FGV, Adriana Paula, recebe inscrições de alunos de todas as idades, desde os jovens alunos da pós-graduação em Administração de Empresas até executivos com mais de dez anos de experiência, que realizam os MBAs da instituição e optam pelo módulo internacional oferecido nas universidades conveniadas da FGV no exterior. “Não existe uma faixa etária específica, temos profissionais recém-graduados até sêniores”, informa. A IBE-FGV oferece estes módulos na University of Miami e na Ohio University.
O curso deve ser escolhido segundo a profissão do estudante e não pela idade, orienta Eline. “Para profissionais na carreira de liderança, existem excelentes cursos em universidades que o preparam para gestão empresarial. Existem também os que dão foco na áreas de Finanças, Recursos Humanos, Logística, Tecnologia da Informação, entre outros. Um profissional com experiência de trabalho no exterior, um bom MBA, domínio de pelo menos um idioma e um curso de especialização no exterior, é um profissional com excelente formação  para o mercado”, analisa.
Investimentos
A Fundação Getulio Vargas, fundada em 1944, é reconhecida como a melhor escola para preparação de executivos do Brasil. A IBE-FGV começou em 1996 e atualmente forma a maior e mais completa rede de escolas de negócios FGV. A escola de negócios investe mais de R$ 2,2 milhões em novos prédios no interior
Em 29 de maio, a IBE-FGV, maior escola conveniada da Fundação Getúlio Vargas no interior paulista, inaugura uma nova unidade em Vinhedo. O prédio conta com uma estrutura moderna, com duas salas de aula, três salas de estudos, além oferecer espaço propício à troca de experiências entre os alunos. “A cidade está inserida em uma região com alto potencial para negócios tem para negócios, por isso nossa presença aqui é tão importante. Queremos ajudar a preparar os executivos de Vinhedo para os desafios do futuro”, destaca Heliomar Quaresma, presidente da Institute Business Education (IBE).
No total, a IBE-FGV já conta com nove escolas no interior do Estado de São Paulo. Acompanhando o crescente desenvolvimento da região, a IBE-FGV está investindo R$ 2,298 milhões em novos prédios para suas unidades em Americana, Araras, Vinhedo, Rio Claro e Piracicaba. A ideia é levar a qualidade de ensino FGV às principais cidades do interior, de maneira que o profissional não precise mais se deslocar para cursar uma pós-graduação ou um MBA altamente reconhecido no mercado. Atualmente, a unidade de Vinhedo já oferece turmas de pós-graduação em Administração de Empresas e do MBA em Gestão Empresarial.
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