FISIOTERAPIA É RECURSO PARA COMBATER AS SEQUELAS PÓS-COVID-19

Com mais de 454 mil mortes no Brasil em decorrência da pandemia da Covid-19 e com números de contaminação que ultrapassam a casa de 16,2 milhões de pessoas, o grande desafio da  comunidade médica e dos pesquisadores, além de buscar uma cura para a doença através da vacinação, estão descobrindo que as sequelas derivadas da contaminação pelo coronavírus podem se prolongar muito mais, tanto nos casos mais severos como leves. Um estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP mostrou que cerca de 64% dos pacientes recuperados têm algum sintoma persistente até seis meses depois do contágio. A boa notícia é que a fisioterapia, que já é essencial durante a internação hospitalar, pode ajudar também a minimizar as consequências a médio e longo prazo.  “A atuação do fisioterapeuta começa já durante a internação, com procedimentos adequados para o quadro de cada paciente, seja com exercícios respiratórios nos casos mais leves, ou mesmo no monitoramento de pacientes intubados, mas com o surgimento da chamada síndrome da pós-Covid, ou seja, o prolongamento de sintomas por mais de três meses após a fase aguda da doença, o acompanhamento desses profissionais se tornou essencial para minimizar as sequelas”, explica Alice Bella Lisbôa, coordenadora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UniMetrocamp.

De acordo com a coordenadora, as sequelas deixadas pela Covid-19 ainda estão sendo listadas e estudadas, mas as mais recorrentes envolvem comprometimento cardiorrespiratório, como falta de ar, tosse e fadiga, e musculoesquelético, incluindo fraqueza e desequilíbrio. “O sistema de saúde britânico publicou uma lista com os dados coletados por meio do aplicativo Covid Symptom Study, com mais de 4 milhões de usuários, revelando que os sintomas persistentes podem ser numerosos e abranger ainda fibrose pulmonar, miocardite aguda e insuficiência cardíaca, perda prolongada ou mudança no paladar e no olfato, dificuldades cognitivas, entre vários outros, e não está claro se serão permanentes”, destaca. “Há quem tenha ficado com alguma alteração neurológica e precise de uma reabilitação direcionada para isso, mas se o paciente tem dificuldade de realizar agora qualquer atividade que fazia parte antes da sua rotina, já é motivo para buscar ajuda profissional”, recomenda.

Desde setembro, o UniMetrocamp oferece em Campinas (SP) um serviço gratuito de fisioterapia respiratória e motora para pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus, com uma média de 40 atendimentos por semana. “A iniciativa tem foco nos pacientes que continuam com dificuldade de respirar ou tiveram os sistemas cardiovascular e muscular atingidos, e o tratamento é iniciado após uma avaliação completa para elaboração de uma abordagem individualizada e progressiva”, indica. “O objetivo é contribuir para a recuperação da funcionalidade, do condicionamento físico e da capacidade respiratória”, enumera. “Por se tratar de uma doença ainda pouco conhecida não é possível determinar um prazo específico para a duração do tratamento, mas já registramos 48 pacientes recuperados”, diz.

Alice Lisbôa avalia que, apesar da pandemia ter exigido grandes esforços e levado os profissionais da linha de frente à exaustão, foi muito determinante para evidenciar a importância e o trabalho dos fisioterapeutas. “Essa crescente necessidade de promover o retorno à plena funcionalidade dos pacientes pós- Covid-19, bem como a exponencial demanda da recuperação física da população em isolamento, prometem ser os novos desafios e oportunidades de atuação para os profissionais dessa área”, conclui.

O serviço gratuito de fisioterapia respiratória e motora do Centro Universitário UniMetrocamp é prestado às pessoas com sequelas da Covid-19 no Núcleo Integrado Interdisciplinar de Saúde (NIIS) da instituição, mediante agendamento prévio telefone (19) 4501-2781 ou pelo endereço de e-mail [email protected] Todas as pessoas agendadas também terão acompanhamento nutricional durante o tratamento. Seguindo todos os protocolos de segurança sanitária, o uso de máscara continua obrigatório. Todos devem  manter o distanciamento de dois metros durante as sessões.

 

Foto: Serviço de fisioterapia motora e respiratória do Centro Universitário UniMetrocamp.

Crédito: Divulgação.

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