INDÚSTRIA REGIONAL APOSTA EM MODELOS DE TRABALHO HÍBRIDO E PRESENCIAL

A pandemia da Covid-19 provocou uma mudança no sistema de trabalho em vários modelos de negócios e o home office passou a incorporar e fazer parte do dia a dia de muitas empresas. O sistema, previsto na reforma trabalhista, ganhou força e foi acelerado com a pandemia. Desta forma, muitas empresas viram no sistema remoto de trabalho uma economia de aluguéis com a consequente entrega de escritórios, além de outros benefícios, mesmo tendo que realizar um investimento para que seus funcionários possam realizar o trabalho em casa.

A regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) decidiu consultar suas associadas para saber como está a questão do trabalho remoto. A Sondagem Industrial de agosto revelou a pesquisa inédita apontando a tendência da indústria regional em relação a utilização do sistema presencial e o home office, em um ambiente de pós-pandemia.

A Pesquisa de Sondagem Industrial de agosto na região de Campinas revelou que em um ambiente de pós-pandemia, 42% das indústrias associadas ao Ciesp-Campinas afirmaram que adotarão um modelo híbrido de trabalho, ou seja, presencial e home office. Para outras 29% das respondentes será adotado somente o modelo presencial. O modelo presencial, com flexibilização de dias e horários de trabalho está sendo avaliado por 25% das indústrias e 4% delas afirmaram que adotarão somente o modelo home office.

Para o vice-diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, a maioria das respostas para a adoção dos modelos híbrido e presencial de trabalho, evidencia as próprias características do processo produtivo industrial e uma tendência do setor para o futuro. “Para as indústrias é fundamental a presença do colaborador na linha de produção. As indústrias também sentiram que o modelo hibrido é essencial para que as empresas atinjam suas necessidades”, diz.

Na apresentação da sondagem industrial, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que os indicadores mostram crescimento positivo da indústria regional em agosto. Para 46% das associadas o volume de produção aumentou em agosto. O aumento no número de funcionários foi apontado por 25% das indústrias e ficou estável para 71% das outras respondentes. As vendas totais aumentaram para 42% das associadas. Já 33% das indústrias apontaram aumento na lucratividade. Outros indicadores como os níveis de inadimplência e endividamento mostraram tendência de queda. O nível dos estoques de produtos finais permanece inalterado para 42% das respondentes.

Os custos das matérias-primas e componentes aumentaram para 68% das empresas respondentes em agosto. Em julho, 70% das respondentes tiveram aumentos nesses custos. Já os custos com energia, água e transporte aumentaram em agosto para 73% das associadas.

 

Foto: Vice-diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações arquivo

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