INDÚSTRIA VOLTA A DEMITIR EM CAMPINAS E RECUPERAÇÃO NO FUTURO É INCERTA

As indústrias da área de abrangência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas registrou 1.450 demissões no mês de junho de 2018. NJosé_Henrique_T_Corrêa_crédito_Roncon&Graça Com (7375)o ano é o segundo mês seguido com demissões. Em maio foram eliminadas 250 vagas. Apesar da eliminação de 1.700 vagas em dois meses o saldo de postos de trabalho no acumulado de janeiro a junho de 2018 ainda é positivo em 1.150 contratações. No acumulado dos últimos 12 meses é de 1650 postos de trabalho. As demissões registradas em junho deste ano superaram o número de postos de trabalho eliminados em junho de 2017, que ficou em 750 demissões.

O nível de emprego no mês de junho de 2018 foi influenciado pelas variações negativas de Equipamentos  de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos com queda de 5,08%; Máquinas e Equipamentos de 5,24%; Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos de 0,98% e Produtos de Borracha e de Material Plástico de 0,65%.

Para o diretor titular do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, as demissões são reflexo do Custo Brasil, da greve dos caminhoneiros, da falta de investimento e da falta de crédito no mercado. “O Brasil tem muitos problemas, mas tem dois que chamam a atenção. O primeiro é o Custo Brasil. As empresas não suportam mais o Custo Brasil. A máquina estatal gera tanto gasto para o cidadão e para os empresários que faz com que isso se reflita em toda a atividade produtiva. O empresário para de investir e tem empresa que não quer mais crescer porque se crescer mais pode quebrar e assim prefere ficar pequeno e prefere demitir. O segundo ponto nessas demissões foi a greve dos caminhoneiros. A greve parou com a economia e com o Brasil e acendeAlfeu_Cabral_crédito_Roncon&Graça Com (7387)u um alerta muito grande e muita gente botou o pé no freio em relação a investimento. Para gerar emprego, precisa de investimento, precisa de dinheiro, além do fato da gente ter falta de crédito no mercado”, aponta.

O primeiro vice diretor do Ciesp Campinas, Alfeu Cabral, também aponta o Custo Brasil como um desestímulo aos empresários e alerta que no caso de Campinas muitas empresas estão saindo da cidade devido ao custo do IPTU com um  crescimento de 30%. “Estamos debatendo com a prefeitura, pois a cada dia temos a informação que tem indústria saindo do nosso município e tem mais empresas saindo do que entrando porque ao redor nós temos Paulínia, Jaguariúna e Holambra que não deram esse aumento absurdo de IPTU, Nós temos indústrias que estão pagando IPTU de R$ 800 mil. Junta isso a um governo do estado que aumentou de 500% a 700% o custo da licença ambiental”, diz.

A pesquisa de sondagem industrial elaborada pelo Centro de Pesquisas Econômicas da Facamp (Faculdades de Campinas) junto as empresas associadas ao Ciesp Campinas revelou que apesar do aumento das vendas, da produção e do nível de capacidade instalada no mês de junho muitos dos respondentes não pretendem realizar investimentos nos próximos meses.   Para o Coordenador e economista do Centro de Pesquisas Econômicas da Facamp, Rodrigo Sabbatini, há uma retomada do otimismo, mas a incerteza em reação ao futuro ainda é muito grande. “Aumentou o número de empresas que declararam aumento nas vendas, ou seja, há uma retomada do otimismo porque foi um mês melhor do que o mês anterior, mas também chama a atenção a incerteza com o futuro que permanece ainda muito alta e muitas empresas declararam que vão reduzir seus investimentos ou no mínimo não vão ampliar seus investimentos”, afirma.

Foto 1 – Diretor Titular interino do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa.

Foto 2 – 1º vice diretor do Ciesp Campinas, Alfeu Cabral.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

 

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