INDÚSTRIAS NACIONAIS DE FERRAMENTAS E ABRASIVOS SE UNEM PARA DEFENDER O SETOR

A
indústria brasileira de ferramentas e abrasivos se uniram para constituir a
ABFA (Associação Brasileira das Indústrias de Ferramentas e Abrasivos),
entidade nacional disposta a trabalhar pelo fortalecimento do setor, que tem
sofrido bastante nos últimos anos com a política comercial e cambial
brasileira.

Segundo
o presidente da entidade, Milton Rezende, a ABFA terá uma atuação bastante
intensa junto aos órgãos governamentais para defender reivindicações de ordem
técnica e econômica, em razão da substituição da produção doméstica por
importados e, principalmente, pela desindustrialização brasileira. “Nossa
indústria está desacelerando e a razão disso é muito clara: a importação de
peças e componentes para a produção de carros, eletrodomésticos,
eletroeletrônicos, entre tantos outros produtos fazem com que deixem de
utilizar ferramentas e abrasivos produzidos no Brasil durante o processo de
fabricação”, explica Rezende.

Uma
das principais iniciativas da associação será fazer com que o CB-60, o Comitê
Brasileiro de Ferramentas Manuais e de Usinagem, criado em 2008 pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) se torne um critério para os produtos
importados entrarem no mercado nacional. Segundo o presidente do Sindicato da
Indústria de Abrasivos (SINAESP), Reinaldo Monteiro, o país permite a entrada
de ferramentas e abrasivos que colocam em risco a integridade física dos
operadores dessas ferramentas e acabam exigindo que a indústria brasileira
diminua a qualidade de sua produção para tornar competitivo seu produto no
mercado. “Não há nenhum tipo de exigência com relação a qualidade das
ferramentas que entram no país. Nós seguimos as normas impostas pela CB-60. É
preciso que os produtos que entram no nosso mercado sigam estas normas,
também”, enfatiza Monteiro.

Milton
Rezende afirma uma ferramenta produzida no Brasil custa de 25% a 30% mais que a
mesma produzida nos Estados Unidos, Japão ou Europa. Segundo o presidente da
Associação esta união era um anseio da indústria brasileira de ferramentas e
abrasivos há bastante tempo. “Agora trabalharemos para que este resultado nos
traga frutos”, completou.
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