MERCADO DE CRÉDITO VIVE EXPECTATIVA DE AUMENTO DE 5% DA MARGEM DE CONSIGNADO

O mercado de crédito aguarda com expectativa a medida provisória que amplia, de 30% para 35%, a margem do crédito com desconto em folha para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Trata-se do percentual da renda mensal que o beneficiário pode comprometer com o pagamento das parcelas. Para o INAF (Instituto Nacional do Agente Financeiro), a mudança representa uma grande conquista para o setor, que desde o início da pandemia luta pela ampliação de 5% da margem. E significa também um grande alívio para os segurados. “Os aposentados e pensionistas sofreram um forte impacto com a pandemia. Eles deveriam ser prioridade, mas ficaram excluídos. A ampliação da margem de crédito chega para ajudar muitas famílias que estão enfrentando dificuldades financeiras”, avalia Yasmin Melo, presidente do INAF. 

Com a medida provisória em vigor, na prática os segurados poderão comprometer até 40% de seus ganhos com o empréstimo já que eles também têm direito a um cartão de crédito consignado com margem de até 5%.  Yasmin afirma que a medida é positiva porque aumenta a oferta de crédito em um momento em que muitos brasileiros necessitam de ajuda financeira.

O aumento de 5% da margem de crédito para os aposentados e pensionistas do INSS é uma briga dos agentes financeiros que já dura mais de seis meses. No Brasil, são mais de 1,5 milhão de correspondentes bancários. Com o fechamento de empresas e o aumento do desemprego causados pela pandemia, muitos aposentados e pensionistas tornaram-se os responsáveis pelo sustento das famílias. O setor percebeu que muitos destes segurados passaram a buscar crédito pessoal, que têm taxas de juros mais altas, porque estavam com o limite de crédito consignado. Diante disso, realizaram um estudo e apresentaram uma proposta para o aumento da margem do consignado. A ideia foi contemplada em um projeto de lei que chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados. Mas no Senado a proposta não passou e desde então o setor se mobiliza para mudar a situação.

A expectativa agora é que a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia envie uma medida provisória ao Congresso, nos próximos dias. Com isto, o aumento passa a valer imediatamente, até o dia 31 de dezembro deste ano, em razão dos impactos da pandemia. “Diante do momento econômico que o país se encontra, a medida de ampliação da margem requer extrema urgência. Durante a decisão do plenário, aposentados e pensionistas fizeram vários protestos digitais tomando os correspondentes bancários como porta voz dessa necessidade”, pontua Yasmin. Ela lembra que em um país tão dividido político e economicamente, o trabalho do setor ganha ainda destaque porque atende à população com taxas justas, minimizando o endividamento da durante a pandemia.

Mas a briga dos correspondentes financeiros é que a MP se torne lei para que os aposentados e pensionistas continuem tendo acesso a um limite maior de crédito mais barato. A classe também quer ampliar a regra funcionários públicos. O empréstimo consignado tem taxas de juros mais baixas que as de outras modalidades de crédito, como o cheque especial.

 

Foto: Yasmin Melo, presidente do INAF.

Crédito: Divulgação.

 

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