20 de novembro de 2015.
ARTIGO DE MARCO ANTÔNIO BARBOSA
A grave crise dotráfego nas cidades de diversos portes contribuiu para que a Organização das
Nações Unidas (ONU) definisse o período entre 2011 e 2020 como “Década de Ação
pela Segurança no Trânsito”. O objetivo é reunir os mais variados agentes para
que possam debater ações de mobilidade urbana, contribuindo para o
desenvolvimento de planos e metas que vão colaborar para vias mais seguras e
melhor educação dos motoristas e usuários.
O desafio é grande.
Segundo pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2009 a
partir da análise de mais de 170 países, cerca de 1,2 milhão de pessoas morrem
por conta de acidentes no trânsito e outras 20 a 50 milhões ficam feridas
anualmente. Se nada for feito, ainda de acordo com o relatório da OMS, esse tipo
de fatalidade deixará o nono lugar para o quinto lugar como uma das maiores
razões de mortalidade em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média
renda.
Segundo pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2009 a
partir da análise de mais de 170 países, cerca de 1,2 milhão de pessoas morrem
por conta de acidentes no trânsito e outras 20 a 50 milhões ficam feridas
anualmente. Se nada for feito, ainda de acordo com o relatório da OMS, esse tipo
de fatalidade deixará o nono lugar para o quinto lugar como uma das maiores
razões de mortalidade em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média
renda.
No cenário
brasileiro, a situação não é muito diferente. Informações do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA) apontam que mais de R$ 40 bilhões são gastos todos os
anos com acidentados do trânsito no Brasil. Somente em 2013, foram R$ 12
bilhões investidos para recuperar cidadãos da faixa etária mais produtiva do
País, isto é, entre 18 e 59 anos. O Seguro DPVAT indica que, no ano passado,
78% (595.693) das indenizações pagas correspondem à cobertura por invalidez
permanente; 15% (115.446), por reembolso de despesas médicas; e 7% (52.226) por
morte, segundo o relatório anual do Observatório Nacional de Segurança Viária
(ONSV). Os jovens continuam sendo a maior parcela dos acidentados, com mais de
400 mil indenizações pagas na faixa etária de 0 a 34 anos, em um universo de
mais de 760 mil reparações somente em 2014.
brasileiro, a situação não é muito diferente. Informações do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA) apontam que mais de R$ 40 bilhões são gastos todos os
anos com acidentados do trânsito no Brasil. Somente em 2013, foram R$ 12
bilhões investidos para recuperar cidadãos da faixa etária mais produtiva do
País, isto é, entre 18 e 59 anos. O Seguro DPVAT indica que, no ano passado,
78% (595.693) das indenizações pagas correspondem à cobertura por invalidez
permanente; 15% (115.446), por reembolso de despesas médicas; e 7% (52.226) por
morte, segundo o relatório anual do Observatório Nacional de Segurança Viária
(ONSV). Os jovens continuam sendo a maior parcela dos acidentados, com mais de
400 mil indenizações pagas na faixa etária de 0 a 34 anos, em um universo de
mais de 760 mil reparações somente em 2014.
Com vistas a estimular
a maior participação popular nas questões de tráfego dentro da cidade, a
Prefeitura Municipal de São Paulo disponibilizou, em ambiente on-line, o novo
Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). As reuniões para o desenvolvimento do
PlanMob começaram em 2013, a partir de encontros regulares do Conselho
Municipal de Transporte e Trânisto (CMTT). Um dos principais objetivos do
documento é orientar as ações, projetos e investimentos em mobilidade urbana
atuais e os previstos para os próximos anos, a partir das diretrizes do Plano
Diretor Estratégico. Entre os meses de fevereiro e março deste ano, a CMTT
realizou encontros nas 32 subprefeituras da cidade e, na sequência,
disponibilizou o documento para a participação social daqueles que não puderam
estar nos eventos presenciais.
a maior participação popular nas questões de tráfego dentro da cidade, a
Prefeitura Municipal de São Paulo disponibilizou, em ambiente on-line, o novo
Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). As reuniões para o desenvolvimento do
PlanMob começaram em 2013, a partir de encontros regulares do Conselho
Municipal de Transporte e Trânisto (CMTT). Um dos principais objetivos do
documento é orientar as ações, projetos e investimentos em mobilidade urbana
atuais e os previstos para os próximos anos, a partir das diretrizes do Plano
Diretor Estratégico. Entre os meses de fevereiro e março deste ano, a CMTT
realizou encontros nas 32 subprefeituras da cidade e, na sequência,
disponibilizou o documento para a participação social daqueles que não puderam
estar nos eventos presenciais.
Para o sucesso da
participação popular nas contribuições para um trânsito melhor é necessário,
sobretudo, maior conscientização. Esta é uma ação que deve ser contínua,
capacitando as pessoas sobre o assunto de interesse, formando redes de interação
e comunicação e também com foco na formação de lideranças. A Lei nº 12.587/12,
que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana, exige que todos os
municípios com mais de 200 mil habitantes providenciem, até o final de 2015,
seu plano de mobilidade urbana. Aqueles que não atenderem ao prazo ficarão
impedidos de receber os recursos federais destinados ao assunto.
participação popular nas contribuições para um trânsito melhor é necessário,
sobretudo, maior conscientização. Esta é uma ação que deve ser contínua,
capacitando as pessoas sobre o assunto de interesse, formando redes de interação
e comunicação e também com foco na formação de lideranças. A Lei nº 12.587/12,
que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana, exige que todos os
municípios com mais de 200 mil habitantes providenciem, até o final de 2015,
seu plano de mobilidade urbana. Aqueles que não atenderem ao prazo ficarão
impedidos de receber os recursos federais destinados ao assunto.
Marco Antônio Barbosa
é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em
administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas
de marketing e negócios.
é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em
administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas
de marketing e negócios.