MOVIMENTO DOS AUDITORES FISCAIS EM VIRACOPOS PREJUDICA EMPRESAS

A paralisação dos auditores fiscais do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), está trazendo reflexos para as empresas associadas ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas. Eles intensificaram as fiscalizações de cargas no setor de importação e exportação. O movimento é e1766_Anselmo_Riso_Ciesp_crédito_Roncon&Graça Comunicaçõesm resposta ao atraso do governo em enviar um projeto de lei ao Congresso para reajustar os salários da categoria.  O diretor de comércio exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso, confirmou que duas empresas que integram a base de associados da entidades estão tendo problemas. Segundo ele, os importadores e exportadores estão sendo prejudicados. “Nós não podemos chamar ainda de uma paralisação. Eles estão com uma operação padrão de uma maneira diferenciada que está prejudicando neste exato momento muito mais os caminhoneiros e as empresas de transporte que fazem a operação de comércio exterior no aeroporto de Viracopos do que propriamente os importadores. Algumas empresas já estão sendo prejudicadas. Nós estamos monitorando esse movimento. Vamos verificar o que os nossos associados estão sendo prejudicados e procurar algumas ações, mas primeiramente tentar entender o que é esse movimento”, diz.

Segundo Anselmo Riso os dados referentes ao comércio exterior já são terríveis. São US$ 30 milhões na balança comercial negativa caindo as exportações. “O grande impacto vai acontecer nos próximos dias e nas próximas semanas porque muitas das empresas ainda estão com estoques suficientes para abastecer as suas linhas de montagem, mas outras não. Isso vai refletir diretamente nos números da balança comercial em julho porque exatamente em meados de julho estamos tendo esse movimento então nós esperamos que a situação vai se agravar ainda mais”, declarou.

Para o diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, o movimento dos auditores fiscais é justo e eles tem o direito de reivindicar os seus direitos, no entanto, não podem prejudicar as empresas. “Nós tivemos notícias de duas empresas grandes da região que estão tendo problemas. Elas estão tendo problemas na sua linha de produção. Nós queremos ver de que forma podemos equacionar isso porque eu acho bastante pesado e cruel hoje para uma indústria já tão sofrida e numa situação de penúria ainda segurar o capital de giro dela, nos estoques que ficam parados no aeroporto e nos produtos que estão a venda que vão ser exportados. Segurar capital de giro de quem já está doente terminal e a gente sofrer mais esse golpe agora”, diz.

O saldo da balança comercial na área de abrangência do Ciesp Campinas ficou deficitário em US$ 430 milhões no mês de junho. Houve uma redução de 17,9% no déficit comercial em relação a junho de 2015 que havia sido de US$ 530 milhões.

As exportações apresentaram uma redução de 15,8%, passando de US$ 290 milhões em junho do ano passado para US$ 240 milhões em junho de 2016. Já as importações tiveram uma redução da ordem de 17,1%. Passaram de US$ 810 milhões em junho do ano passado para US$ 670 milhões.

A pauta exportadora do Ciesp Campinas teve como principal categoria de produtos a de máquinas aparelhos Mecânicos e suas partes. O valor exportado desse grupo teve uma queda de 12,7% na comparação entre junho de 2015 e de 2016 passando de US$ 46,4 milhões para US$ 40,5 milhões.

O segmento Máquinas e aparelhos eletro eletrônicos foi o segundo grupo com maior valor exportado no mês e junho de 2016, totalizando US$ 19,8 milhões, o que representa uma queda de 35,6% em relação a junho de 2015, quando o valor exportado atingiu US$ 30,7 milhões.

 

Foto: Diretor de Comércio Exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn

Veja também

CCB E ABCERAM LANÇAM CURSO EAD DE INTRODUÇÃO À INSTALAÇÃO DE MATERIAIS REFRATÁRIOS

O curso de “Introdução à Instalação de Materiais Refratários”, promovido através da parceria entre o …

Deixe uma resposta

Facebook
Twitter
LinkedIn