MULTINACIONAL ALEMÃ ATUA NO BRASIL COM 51% DE MULHERES EM SEU QUADRO FUNCIONAL

A unidade brasileira da multinacional alemã Balluff, com sede em Vinhedo (SP), completa 35 anos em 2018. A planta tem uma peculiaridade na qual de seus 145 funcionários, 51% são mulheres. Inclusive a CEO, Adriana Silva, no comando desde 2014, que é a única mulher CEO das regionais da Balluff no mundo.linha de produção IMG_9164

A empresa produz sensores dos mais diversos tipos como sensor de distância, de temperatura e de segurança, entre outros, mas também importa produtos produzidos na Alemanha, especialmente os itens de automação industrial. A Belluff atua no ramo “B2B” e cerca de 40% das vendas são para o mercado automotivo, mas atende também mercados de alimentos e bebidas, embalagens, fabricantes de máquinas de uma forma em geral, mercado de energia, mineração e siderurgia. Em 2016 a Balluff no Brasil cresceu 5%. Para 2017, a projeção é de um crescimento próximo a 10%.

Adriana Silva conta que 90% do chão de fábrica é composto por mulheres. “A mulher, por ser mais delicada e dar maior atenção aos detalhes, é melhor na linha de montagem dos sensores. Hoje na minha liderança estratégica, que são pessoas que se reportam diretamente a mim, eu tenho oito profissionais mulheres de áreas diversas, entre as quais uma gerente de RH e uma gerente financeira”, explica a CEO.

Adriana lembra que recentemente contratou uma gerente de qualidade. “Conseguimos contratar na parte de vendas externas, que é muito técnica e conversam muito com engenheiros de fábricas, duas mulheres. Tenho uma gerente de vendas na regional São Paulo no setor automotivo e autopeças”, diz.

Adriana tem como desafio principal acompanhar as ambições de crescimento da sede alemã, alavancar grandes negócios, dobrar o faturamento da empresa, fortalecer a automação das indústrias no Brasil e desmistificar a indústria 4.0. “A gente está dentro do segmento de automação industrial, que está passando por um processo de revolução muito grande por conta da indústria 4.0 da manufatura porque a automação ela sempre teve a parte de sensoriamento de coleta de dados. Todo chão de fábrica coleta dados. Pode não usar, mas coleta dados”, diz.linha de produção da ballufIMG_9174

Segundo Adriana, o cenário começou na Alemanha há alguns anos e agora além de coletar dados no chão de fábrica ela deseja tomar algumas decisões com esses dados. “Eu quero avaliar um processo que está em vias de “gargalar”, e dentro desse segmento nós temos a possibilidade de começar a ter automação das máquinas conversando entre elas e os sistemas interagindo. Isso é a indústria 4.0”, explica.

Adriana Silva disse ainda que entre os desafios propostos pela matriz está que a estratégia de dobrar o faturamento em cinco anos, mas reconhece, que não será alcançada. “Nós estamos inseridos num mercado que vive basicamente de investimentos e melhorias de processos de uma maneira em geral. Nós atendemos as indústrias que estão revendo processos, que querem aumentar a eficiência de suas fábricas e que querem ganhar produtividade, mas que para chegarem a esse nível precisam de investimento e neste momento em decorrência da crise muitas empresas estão retendo investimentos”, explica a CEO.

Ela ressalta que a empresa está diversificando as vendas para outros mercados, além do automotivo, que responde por 40% das vendas. “Nesse desafio tive que redesenhar a estrutura da área comercial que era muito mais voltada para vender produto. Hoje nós estamos vendendo produto sim, mas soluções. Isso demanda um olhar diferente da equipe e esse trabalho infelizmente não acontece na rapidez que a gente gostaria”, completa.

Fotos 1 e 2 – Linha de produção da Balluff em Vinhedo.

Crédito: Divulgação.

 

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