NUTRICIONISTA DÁ DICAS DE COMO APROVEITAR MELHOR OS VEGETAIS E SAIR MENOS DE CASA

Com as restrições de circulação impostas pela quarentena em virtude da pandemia, o ideal é que as pessoas saiam de casa o mínimo possível. Um dos motivos que mais fazem as pessoas deixarem o isolamento são as idas ao supermercado. Para ajudar a reduzir essas saídas, a nutricionista Célia Beleli, da Clínica Concon, em Valinhos, elaborou uma série de dicas que ajudam a conservar os vegetais por mais tempo. “O ideal é manter uma alimentação saudável nesse período porque isso ajuda na nossa imunidade. O problema é que os vegetais são muito perecíveis e, por isso, as pessoas acabam precisando sair mais de casa para comprá-los. Mas sabendo escolher e armazenar da maneira correta, é possível aumentar a “vida útil” desses alimentos”, explica.

De acordo com Célia, o primeiro passo é tomar cuidado na hora da escolha. “Parece óbvio, mas é importante comprar vegetais em boas condições. Verifique se não está machucado, murcho, maduro demais”, orienta. Alguns vegetais também duram mais que outro. E você pode optar por teles. Na geladeira, abobrinha, brócolis, ervilha fresca, quiabo, vagem, alface, rúcula, espinafre, berinjela, abóbora e tomate podem ser mantidos por cinco dias. Acelga, mandioquinha e abobrinha duram até sete dias sob refrigeração. Já o repolho, o nabo, o rabanete e o chuchu, por exemplo, podem ser mantidos na geladeira por até dez dias.

No caso das frutas, as que duram mais são maçã, acerola, laranja e limão, que também permanecem em boas condições por até dez dias, se mantidas na geladeira. A durabilidade do melão, do abacaxi, do mamão, da pera e da goiaba é um pouco menor. Mesmo refrigerados, o ideal é consumir em até cinco dias. “A banana, que é uma fruta muito prática e consumida bastante em nosso país, deve ser mantida em temperatura ambiente, mas é possível congelá-la descascada e picada”, explica a nutricionista.

O congelamento também é uma forma de ter vegetais em casa frequentemente sem precisar sair de casa. Segundo Célia, quase todos podem ser congelados, exceto os que são consumidos crus, como rúcula, alface, pepino, agrião e rabanete. “Para uma boa conservação dos vegetais no freezer, precisamos utilizar um método simples e prático de conservação, que se chama branqueamento, que nada mais é do que escaldar rapidamente o vegetal na água quase fervendo e depois colocar em um recipiente com água gelada e com pedras de gelo para promover um choque térmico, até que fiquem frios”, explica. “Dessa forma, mantemos a textura e a qualidade do vegetal. Mas é importante entender que não é feito o seu cozimento. Após o resfriamento do alimento, é necessário colocá-lo em uma peneira para escorrer toda a água ou, então, secar delicadamente com papel toalha”, orienta a nutricionista.

De acordo com Célia, após a secagem completa, o alimento deve ser embalado em potes plásticos com tampa ou em saquinhos próprios para congelamento. Também é necessário sempre retirar o ar da embalagem para que não acumule cristais de gelo. Outra dica importante é etiquetar esses alimentos, com o nome e a data do congelamento na embalagem. O tempo de conservação dos vegetais após o branqueamento é de 10 meses.

O tempo necessário na água quente (quando está iniciando a ebulição, antes de ferver) para realizar o branqueamento varia de acordo com o tipo de alimento. Couve, acelga e espinafre devem ficar 30 segundos. Mandioquinha, ervilha, chuchu e abobrinha precisam de um minuto. Vagem, nabo, quiabo e jiló devem ficar na água quente por 2 minutos, enquanto brócolis, couve-flor, cenoura e couve de bruxelas devem ser escaldados por quatro minutos.

Segundo a nutricionista, a couve também pode ser congelada crua picada, após higienização e secagem das folhas. “E você pode retirar e utilizar somente o necessário. Não precisa de descongelamento prévio. Pode refogar logo após a retirada do freezer”, comenta. A mandioca também pode ser congelada crua (descascada) ou cozida em pedaços. Já a batata não mantém uma boa textura após o congelamento, a não ser que seja para purê.

Também é possível congelar cenoura e mandioquinha cruas, higienizadas e picadas. Mas, neste caso, sem o processo de branqueamento, a textura não ficará tão boa, então o ideal é utilizar em sopas ou purês.

As frutas também podem ser congeladas e usadas como purês de frutas ou batidas com iogurte ou leite. Há, ainda, a opção de smoothies, que são frutas batidas com iogurte ou leite, com bastante gelo. Para congelar as frutas, é necessário higienizá-las e picá-las, e depois colocá-las em um recipiente de vidro (pirex) uma do lado da outra, mas sem encostar, e levar ao freezer. Esse método é chamado de congelamento em aberto. Após algumas horas no freezer, elas estarão como pedrinhas de frutas. Daí, basta você retirá-las e acondicioná-las em saquinhos de congelamento. Elas não grudarão umas nas outras “Para maior aproveitamento de algumas vitaminas contidas nas frutas, o ideal é consumi-las in natura, mas também aproveitamos bastante outras propriedades dela, mesmo estando congelada”, explica. A durabilidade das frutas congeladas é de 4 a 6 meses.

Outra forma de conservar as frutas é transformando-as em polpa. Para isso, basta higienizá-las e descascar as que precisam, bater com um pouco de água no liquidificador e distribuir em forminhas de gelo. Depois de congelados, os cubinhos devem ser acondicionados em saquinhos para congelamento. “São técnicas práticas e fáceis e, dessa maneira, teremos sempre às mãos vegetais para o preparo das nossas refeições ou algumas frutas congeladas para prepararmos refeições intermediárias. Agora é só colocar em prática”, finaliza a nutricionista.

 

Foto: Nutricionista Célia Beleli.

Crédito: Divulgação.

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