PESQUISA APONTA QUEDA DE 250 POSTOS DE TRABALHO EM MAIO NA REGIÃO DE CAMPINAS

Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo, do SindiVarejista em parceria com a FecomercioSP aponta que o comércio varejista na região de Campinas voltou a apresentar saldo negativo na geração de empregos formais em maio. Foram 250 postos de trabalho formais fechados no quinto mês do ano, resultado de 7.034 admissões contra 7.284 desligamentos. No acumulado de 12 meses, porém, o saldo foi positivo em 1.190 empregos. Com isso, o varejo da região encerrou o mês com estoque ativo de 196.199 trabalhadores formais, o menor desde julho de 2017, mas 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados também apontam que o saldo negativo de 2018 é maior do que o registrado no mesmo mês de 2017 quando foram eliminados 128 postos de trabalho, resultado de 7.072 admissões contra 7.200 desligamentos.Sanae&Funcionarios2014_0301 (1)

Dentre as nove atividades pesquisadas, três apresentaram queda no estoque de trabalhadores ativos em comparação com maio de 2017. Lojas de vestuário, tecidos e calçados  apresentaram queda de 3,4); lojas de móveis e decoração redução de 3,1%; e outras atividades  diminuição de 0,6%. Por outro lado, os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos houve alta de 2,1%; e de supermercados aumento de 2% apontaram as maiores variações positivas.

A presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, disse que esse ajuste no quadro de funcionários já era esperado após a melhor época de vendas do ano, o Natal, principalmente nos segmentos de supermercados e de lojas de vestuário, tecidos e calçados.

Sanae também destacou que a paralisação dos caminhoneiros foi um fator determinante para o resultado negativo apontado em maio. “Além de gerar uma crise de desabastecimento, a greve também criou um clima de incerteza, com reflexos negativos imediatos sobre a confiança dos consumidores e empresários e, consequentemente, sobre a geração de vagas com carteira assinada”, afirmou. Ela acredita que este cenário ainda deve impactar negativamente também os dados de junho.

O levantamento tem como base os dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Os dados correspondem às cidades de Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras,  Saltinho, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré e Valinhos.

O comércio varejista no Estado eliminou 1.791 postos formais de trabalho em maio, resultado de 75.112 admissões e 76.903 desligamentos. Com isso, o varejo paulista encerrou o mês com um estoque de 2.061.288 vínculos empregatícios com carteira assinada. No acumulado de 12 meses, são 8.109 empregos formais a mais, o que reverte o cenário negativo observado nos três anos anteriores para o período. Em maio, seis dos nove segmentos analisados registraram saldo negativo de empregos, com destaques para materiais de construção com redução de 816 vagas e para as lojas de vestuário, tecidos e calçados com 868 vagas a menos. As farmácias e perfumarias impediram um resultado geral pior, ao abrirem 694 novas vagas. Em relação a maio de 2017, cinco atividades registraram aumento do estoque de empregos com carteira assinada, com destaque para eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos com 3,1% e para farmácias e perfumarias com 2,8%. Por outro lado, lojas de vestuário, tecidos e calçados com queda de 1,6% e lojas de móveis e decoração com redução de 1,5% apontaram as maiores quedas na mesma base comparativa.

Foto: Presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito.

Crédito: Divulgação.

 

 

 

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