PESQUISA DO CIESP-CAMPINAS REVELA FORTE IMPACTO DE NOVOS IMPOSTOS E ALERTA PARA TENSÃO INTERNACIONAL

PESQUISA DO CIESP-CAMPINAS REVELA FORTE IMPACTO DE NOVOS IMPOSTOS E ALERTA PARA TENSÃO INTERNACIONAL

A Regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) divulgou nesta terça-feira (24/06) os resultados da Sondagem Industrial de junho, revelando um cenário preocupante para o setor industrial da região diante de novas medidas tributárias e da instabilidade geopolítica internacional.

Realizada com empresas associadas ao Ciesp-Campinas, a pesquisa focou os possíveis impactos de novos impostos ou da ampliação de tributos já existentes na cadeia produtiva. Para 83% das empresas entrevistadas, o efeito negativo seria significativo, provocando redução nas margens de lucro e atrasos nos investimentos. Outros 17% apontaram que o impacto seria “extremamente negativo”, exigindo cortes drásticos de custos. Nenhuma empresa considerou que os impactos seriam moderados, insignificantes ou nulos.

A Medida Provisória 1.300/25, editada em maio pelo governo federal, que prevê aumento da alíquota paga pela indústria à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), também foi abordada. Para 67% das empresas, a medida deverá gerar aumento nos preços de produtos da cesta básica e de outros bens fabricados no Brasil. Os demais 33% não souberam avaliar os efeitos, e nenhuma empresa previu redução de preços ou ausência de impacto.

O diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, destacou que os resultados da sondagem refletem uma conjuntura desfavorável à produção. “Houve uma queda acentuada nos indicadores de produção, vendas e lucratividade, impactada pela política econômica do governo. A pesquisa mostra ainda que o aumento do IOF e da CDE terá efeito significativo sobre a atividade produtiva e o consumidor final. O Brasil precisa incentivar a produção, e não penalizá-la”, afirmou Corrêa.

Entre os principais indicadores da sondagem, 66% das empresas apontaram queda no volume de produção em relação ao mês anterior. O faturamento permaneceu estável para 67% das indústrias, caiu para 17% e subiu para 16%. Já os níveis de inadimplência e endividamento se mantiveram inalterados para 67% e 66% dos respondentes, respectivamente.

O vice-diretor do Ciesp-Campinas, Valmir Caldana, reforçou que o setor industrial continua sendo um dos principais motores da economia brasileira. “A indústria tem buscado se adaptar para não repassar aumentos de custos. Mas medidas como a elevação da CDE penalizam todas as cadeias produtivas e dificultam esse equilíbrio”, observou.

Tensão internacional e comércio exterior

Durante a apresentação, o diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, expressou preocupação com o agravamento do conflito entre Irã e Israel. Segundo ele, há risco real de interrupções no comércio exterior, sobretudo no trânsito de petróleo e gás natural pelo estratégico canal do Golfo de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global e uma parcela relevante do GNL (gás natural liquefeito). “A instabilidade naquela região pode afetar diretamente exportações e importações, elevando custos logísticos e dificultando o abastecimento de matérias-primas e insumos essenciais para a indústria brasileira”, alertou Riso.

Balança comercial regional: déficit avança

Os números da balança comercial regional em maio de 2025 também foram divulgados. As exportações somaram US$ 282,8 milhões, queda de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações alcançaram US$ 1,184 bilhão, alta de 11,2% na comparação anual, resultando em um déficit comercial de US$ 901,5 milhões — 17,44% maior que em maio de 2024.

A corrente de comércio (soma de exportações e importações) da região totalizou US$ 1,467 bilhão, crescimento de 7,69% frente a maio do ano passado.

Campinas (32,19%), Paulínia (23,63%) e Sumaré (12,18%) lideraram o ranking de exportações. Já Paulínia (47,86%) e Campinas (26,02%) foram os maiores importadores.

Os principais destinos das exportações regionais foram os Estados Unidos (US$ 56,86 milhões – 20,11%), Argentina (US$ 37,75 milhões – 13,35%) e México (US$ 19,67 milhões – 6,96%). Quanto às importações, os principais países de origem foram China (US$ 313,19 milhões – 26,44%), Estados Unidos (US$ 202,24 milhões – 17,08%) e Índia (US$ 108,86 milhões – 9,19%).

O Ciesp-Campinas reúne 590 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios. Juntas, essas indústrias geram um faturamento anual de R$ 53 bilhões e empregam cerca de 98 mil trabalhadores.

Foto: Valmir Caldana, José HenriqueToledo Corrêa e Anselmo Riso.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações.

INTELIPOST CRESCE 32% EM NOVAS VENDAS E INVESTE R$ 50 MILHÕES PARA AMPLIAR INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA

BRANDT ANUNCIA GIANO CALIARI COMO NOVO DIRETOR DE MARKETING PARA ACELERAR EXPANSÃO NO BRASIL

WEBINAR DEBATE OS DESAFIOS JURÍDICOS DA INTELIGÊNCVIA ARTIFICIAL NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

A INDÚSTRIA ENTRA EM CAMPO

ZYGON CRIA VENTURE ESPECIALIZADA EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA TRANSFORMAR O MERCADO PUBLICITÁRIO

EMPRESÁRIOS E INVESTIDORES DISCUTEM OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS E EXPANSÃO NO PARAGUAI EM EVENTO NO WTC

GRANDES EVENTOS DO FUTEBOL DEVEM TESTAR CAPACIDADE DE ATENDIMENTO DIGITAL DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

CAMPINAS DECOR REVELA OS AMBIENTES VENCEDORES DA EDIÇÃO COMEMORATIVA DE 30 ANOS

TRADIÇÃO, MÚSICA E CULTURA POPULAR – FESTA JUNINA DA ESCOLA SALESIANA SÃO JOSÉ PROMETE MOVIMENTAR CAMPINAS

Assine nossa newsletter

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Aplicam-se os Termos de Serviço.