PREFEITURA DE CAMPINAS MANTÉM FASE VERMELHA SEM FLEXIBILIZAÇÃO

A Prefeitura de Campinas negou o pedido feito pela Associação Brasileira  de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel-RMC) nesta quarta feira (24/02) para flexibilização do decreto referente a implantação da fase vermelha que determina o fechamento de bares à partir das 20h e restaurantes e todo o comércio da cidade a partir das 21h.

O pedido da Abrasel RMC levou em conta o anúncio feito pelo governo do Estado na quarta feira (24/02) que restringe a circulação de pessoas no período das 23h às 5h a partir desta sexta feira  (26). Segundo a administração, o decreto municipal foi baseado em relatório da Vigilância em Saúde, diante das taxas de ocupação de leitos de UTI no SUS de quase 100%, situação que permanece nesta quarta feira. Essas medidas são necessárias para evitar o colapso no sistema de saúde, especialmente em leitos de enfermaria e UTI exclusivos para Covid-19. “Seria um contrassenso do Município flexibilizar o decreto, quando a cidade ainda mantém alta taxa de internação de pacientes graves”, diz em nota.

A entidade também solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social de Campinas, em reunião na última segunda-feira (22/02), o parcelamento das dívidas de bares e restaurantes junto à Sanasa, autarquia municipal responsável pelo abastecimento de água e saneamento na cidade. Também foi solicitada a redução proporcional das dívidas de 2020, levando-se em conta o período que o setor ficou fechado, com faturamento restringido. Esta medida visa reduzir os prejuízos e o reequilíbrio dos estabelecimentos.

A Abrasel RMC também encaminhou oficio nesta quarta feira à Câmara de Campinas, através do vereador Arnaldo Salvetti, e a seis prefeituras da RMC (Campinas, Americana, Indaiatuba, Sumaré, Valinhos e Vinhedo), solicitando a implantação do Projeto Ruas, semelhante ao adotado no inicio deste mês na Capital paulista, além de várias cidades dos Estados Unidos. A ideia é que as administrações municipais liberem calçadas em frente aos bares e estacionamentos, para uso de cadeiras e mesas. “A Abrasel RMC entende que esta medida é essencial para viabilizar a recuperação do setor de bares e restaurantes, garantindo atendimento seguro e com distanciamento aos clientes, garantindo a sobrevivência das empresas e a manutenção e recontratação dos trabalhadores”, explica Matheus Mason, presidente da Abrasel RMC.

Em relação às demandas de parcelamento das dívidas com a Sanasa e a liberação de calçadas em frente aos bares e estacionamentos para uso de cadeiras e mesas, a Prefeitura informa que está analisando esses pedidos.

 

Foto: Matheus Mason, presidente da Abrasel RMC.

Crédito: Divulgação

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