PRESIDENTE DO CIESP ALERTA QUE JUROS ALTOS PODEM OCASIONAR DANOS DE DIFÍCIL REVERSÃO

PRESIDENTE DO CIESP ALERTA QUE JUROS ALTOS PODEM OCASIONAR DANOS DE DIFÍCIL REVERSÃO

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 14,25% ao ano, anunciada em 19 de março, intensificou as preocupações do setor produtivo. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) alertou que a manutenção de juros elevados por longos períodos impacta negativamente o crescimento econômico e a competitividade da indústria brasileira.

O presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone, enfatizou que a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central limita a capacidade de investimento das empresas, especialmente no setor industrial. Segundo ele, a necessidade de financiamentos para modernização e inovação se torna inviável diante de taxas de juros reais na casa dos 9%.

Impacto no crescimento e na competitividade

Cervone destacou que a economia brasileira já dava sinais de desaceleração no último trimestre de 2024, e que os juros elevados têm sido um dos principais fatores de limitação ao avanço do PIB. Ele reforça que, mesmo com a previsão do mercado apontando a manutenção da Selic em patamares elevados, como os 13,25% ao ano indicados pelo Boletim Focus, a taxa ainda é considerada exagerada. “Embora a inflação sinalize certo recrudescimento e a questão fiscal ainda não tenha sido solucionada, a continuidade de uma política monetária restritiva é nociva para o Brasil”, afirmou.

O dirigente industrial ressaltou que a falta de acesso ao crédito a custos viáveis impede os investimentos necessários para que as empresas possam modernizar equipamentos e tecnologia. Isso compromete não apenas o desempenho do setor no mercado interno, mas também sua competitividade no cenário global.

Equilíbrio entre inflação e crescimento

Diante do atual cenário, Cervone defende que o governo e o Banco Central busquem um equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo à economia. Para ele, juros altos por um período prolongado resultam em impactos profundos e de difícil reversão. “Precisamos continuar crescendo de modo substantivo e gerando empregos. Juros altos por um período prolongado, conforme estamos vivenciando no País, causam danos difíceis de serem reparados em curto prazo”, concluiu.

A decisão do Copom reflete a preocupação com a inflação, mas o setor produtivo alerta que o alto custo do crédito pode comprometer a recuperação econômica e o crescimento sustentável do país. O debate sobre a política monetária deve seguir intenso nos próximos meses, com pressões para que o Banco Central flexibilize a taxa Selic à medida que a inflação apresente sinais de controle.

Foto: Presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

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