PRODUÇÃO DE JÓIAS A PARTIR DE CINZAS DE ENTES QUERIDOS

Na pandemia muitos perderam pessoas próximas e a dor da falta é intensa. Para homenagear familiares ou amigos preciosos, eternizando-os, é que a Casa Funerária São João Batista, localizada na Barra da Tijuca (RJ) e administrada pelo Grupo Riopae, firmou parceria exclusiva com o laboratório Heart in Diamond, com matriz no Reino Unido e filial na Califórnia, para lançar em todo o Brasil diamantes produzidos a partir das cinzas de pessoas que foram cremadas. “Com o advento da pandemia, milhares de famílias não tiveram a oportunidade de prestar a última homenagem à pessoa amada, desta forma, a cremação e a utilização de parte das cinzas para a transformação em diamantes são uma maneira de eternizar fisicamente, com uma joia, a memória de quem partiu, podendo guardá-la mais próxima”, diz Vinicius Chaves de Mello, diretor executivo do grupo Riopae.

Segundo Chaves de Mello, um diamante de cremação é feito usando a fonte pessoal de carbono de uma pessoa, o que o torna uma lembrança única e com extremo envolvimento emocional por conter memórias valiosas. “É a pessoa querida em joia, um vínculo eterno, essa é a nossa proposta. Para entregar o melhor firmamos parceria com a maior empresa de transformação de cinzas em diamantes do mundo”, complementa. O executivo acredita que mais de 2 milhões de brasileiros (1% da população do País) devem investir neste serviço nos próximos anos.

Para criar essa memória especial em meio ao luto, é possível escolher entre mais de 500 conjuntos de joias nas cores laranja amarelado, amarelo esverdeado, vermelho escuro, azul e branco, e receber o diamante em forma de anel, brinco ou colar. Conforme o executivo, o processo é extremamente simples e os diferenciais dos serviços prestados pela Casa Funerária São João Batista, representante exclusiva do Heart in Diamond, estão nos valores e na agilidade. As joias poderão ser adquiridas a preços que variam de R$ 5.000,00 até R$ 130.000,00 e a entrega do diamante é feita entre 90 e 150 dias, a partir da data de recebimento da amostra. Os diamantes têm certificado de autenticidade, garantia vitalícia e recebem um ID único inscrito a laser. A equipe é totalmente preparada e qualificada para atendimento.

Os diamantes

Os diamantes da Heart in Diamond cultivados em laboratório, também chamados de diamantes artificiais, possuem propriedades químicas, ópticas e físicas idênticas aos diamantes extraídos da Terra.

Para obter o carbono de pessoa – o corpo humano tem 18% de carbono em sua composição – se extrai da amostra (das cinzas cremadas) o carbono orgânico, aplicando calor extremo, ou seja, usando o processo de altos níveis de pressão (de 55,000) e temperatura (em torno de em torno de 1400 C).

Assim que a extração do carbono é finalizada, a Heart in Diamond coloca o carbono em um núcleo de cerâmica, que é inserido dentro de uma incubadora para recriar as condições naturais do processo de desenvolvimento do diamante. Depois, os diamantes são cortados e polidos. Para a produção da joia são usadas, geralmente, 2/3 de uma xícara de cinzas.

Solução ecológica

Os diamantes feitos de cinzas são considerados uma opção socialmente responsável e ecológica. Conforme explica a comunicação da Heart in Diamond: “ao contrário da mineração de diamantes naturais, que destrói ecossistemas e financia campanhas armadas, nossos diamantes artificiais são criados em um ambiente de laboratório controlado, usando apenas quantidades modestas de recursos. Livre de danos ambientais e práticas antiéticas de trabalho ou comércio, a criação de um diamante cultivado em laboratório pessoal a partir de cinzas é tão pura e pacífica quanto as próprias joias”.

História

Na década de 1940, Estados Unidos, Suécia e União Soviética começaram a pesquisar o cultivo de diamantes em laboratório. A primeira síntese da pedra preciosa a partir de fontes industriais de carbono foi registrada somente em 1953. Isso comprovou ser possível reproduzir o processo da natureza a partir da ciência. Esse estudo é usado hoje por empresas na criação de diamantes a partir de cinzas de pessoas. De acordo com recentes estatísticas da indústria, quase 70% das mulheres dizem que estariam dispostas a escolher um diamante cultivado em laboratório em vez de um diamante extraído da terra.

A Heart in Diamond é a maior empresa de transformação de cinzas em diamante do mundo. Fabricante com certificado de renome mundial de diamantes genuínos cultivados em laboratório, criados a partir de carbono orgânico, que pode ser encontrado no cabelo, cinzas e nos pelos de animais. Fundada em 2005 no Reino Unido, cria diamantes em sua própria unidade de produção, com base na Europa, equipada com máquinas HPHT avançadas e funciona de acordo com padrões de tecnologia patenteados. Possui engenheiros altamente qualificados, especializados na produção de diamantes 100% genuínos em suas propriedades químicas, físicas e ópticas.

A Casa Funerária São João Batista é administrada pelo Grupo Riopae, presta serviço de assistência diferenciada e totalmente exclusiva, na orientação e acompanhamento de questões inerentes à realização de sepultamentos, incluindo a emissão de documentos junto ao cartório, cerimonial, ornamentação de capelas, cremações e traslados nacionais e internacionais. Possui um moderno laboratório de tanatopraxia (técnica antiga, que visa a preservar a boa aparência do falecido) e atende os principais cemitérios e crematórios do estado do Rio de Janeiro.

Fundado em fevereiro de 2000, o Grupo Riopae começou a sua história com a oferta de serviços funerários na cidade de São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Atualmente, o Grupo atua na Região Metropolitana do Rio de Janeiro com a Riopae, que proporciona aos seus 118.000 associados serviços de amparo ao luto. Em São Paulo, atua com a marca Prabem, através do e-commerce de planos funerários. O Grupo investe fortemente em ações de responsabilidade social, por meio do patrocínio de atletas da Baixada Fluminense de diversas modalidades, além de apoio a ABRINQ, Retiro dos Artistas e aos abrigos Novo Amanhecer e São Francisco de Assis.

 

Fotos 1 e 2 – Diamantes

Crédito: Divulgação.

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