PRORROGAÇÃO DE REABERTURA PARA O DIA 15 DEVE FECHAR MAIS 16.560 EMPREGOS E 1.400 BARES E RESTAURANTES

Com mais de 70 dias com as portas fechadas e operando apenas com delivery e retirada rápida, o setor de bares e restaurantes vê a crise aumentar a cada dia. Uma pesquisa realizada nesta quarta-feira (03) pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC) junto a seus associados indicam que a reabertura dos estabelecimentos somente no dia 15 de junho deverá agravar ainda mais a crise no segmento, com previsão de fechamento de mais 1,4 mil estabelecimentos e a demissão de 16.560 postos de trabalho a mais do que já foram oficializados.

A pesquisa foi respondida por mais de 110 empresários, a maioria de Campinas, que representam 25% dos associados da entidade. Segundo as respostas, os estabelecimentos já dispensaram 26,7% dos funcionários, desde o início da quarentena na região, no final de março. Em números, o setor já demitiu 15 mil funcionários na RMC, sendo metade apenas em Campinas.

Sem vendas e faturamento e com parte da equipe retornando ao trabalho a partir desta semana com o fim da Medida Provisória do Governo Federal de ajuda no pagamento dos funcionários, os empresários estimam nova onda de demissões. Se a reabertura das casas acontecer no dia 8, a estimativa é de um aumento de 24,3% nas demissões (chegando a 20.580 no total). Já se a retomada acontecer no dia 15, as demissões devem chegar a 52,6% dos empregos na região, ou 31.560, dobrando o número em relação aos dados atuais.

O levantamento da Abrasel RMC também quis saber qual a expectativa dos empresários quanto à continuidade das atividades em dois cenários. Desde o início da Quarentena, 2,4 mil estabelecimentos (20%) já fecharam as portas. Este percentual deverá subir para 26% caso a retomada ocorra na segunda-feira 8 (720 disseram estar em processo de encerramento das atividades). Se a reabertura gradual for protelada para o dia 15, o total de empresas fechadas deverá chegar a 3.870 na RMC, sendo metade delas localizadas em Campinas. “Estamos em uma semana bastante crítica para o setor”, alerta o presidente da Abrasel RMC Matheus Mason, consciente sobre a importância dos cuidados e medidas adotados para o combate ao coronavírus e a salvar milhares de vidas. “Mas é preciso lembrar que os empresários estão há mais de 70 dias com as atividades suspensas e apenas 15% de vendas estão sendo realizadas pelo delivery, que não é suficiente para pagar as contas de fornecedores, aluguel e salários dos funcionários”, explica.

Mason ressalta que sem uma antecipação de retomada em municípios com baixos números de mortalidade e de casos por milhão de pessoas, como é o caso de Campinas e outras cidades da região, a situação de colapso ficará ainda mais evidente. “Teremos 85,7% a mais de empresas fechadas em relação a quantidade que fecharia se voltássemos na próxima semana, é um adicional de aproximadamente 700 empresas que terão que encerrar as atividades com a reabertura somente no dia 15”.

Nacional

Pesquisa realizada pela Abrasel com 43 regionais e seccionais, 35% delas já estão abertas, funcionando com restrições. Algumas, inclusive, desde o dia 23 de março, com decreto municipal sobrepondo o decreto Estadual, como é o caso de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Santa Catarina também está aberto, com todas as medidas de segurança. “As principais características comuns em diversas localidades é o espaçamento entre clientes para garantir a não aglomeração e medidas prudenciais, como uso obrigatório de máscara, aumento nos procedimentos de higienização,disponibilização de álcool em gel e conscientização da população, questões amplamente compreendidas no protocolo de reabertura da Abrasel, entregue em abril para o Jonas e demais prefeitos da RMC”, finaliza Matheus Mason.

 

Foto: Presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason.

Crédito: Divulgação.

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