QUAIS AS PERSPECTIVAS DE INVESTIMENTOS PARA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL EM 2019?

ARTIGO DE SILNEI KRAVASKI

2018 foi um ano em que o mercado ficou um pouco retraído, grandes investimentos não foram feitos e alta do dólar, instabilidade política, incertezas, colaboraram para que de certa forma esse cenário de paralização perpetuasse. Porém, 2019 chega com boas perspectivas para a área de TI.  O Gartner aponta para uma diversidade de tendências, como IOT, inteligência artificial, tecnologias imersivas e ética e privacidade digital, que trarão impactos significativos para a sociedade nesse ano, demonstrando que os investimentos em Transformação Digital vão estar em alta. Projetos visando iniciativas tecnológicas e novos paradigmas de mercado serão impulsionados ainda mais a partir deste ano.

O novo cenário político também ajuda, pois, na medida em que a economia for destravando, será natural que o mercado de TI, principalmente no tocante a serviços e soluções, volte a crescer. A expectativa para 2019 é que o novo governo consiga dar tranquilidade para que os investimentos sejam retomados. Há também uma enorme transformação no mercado acontecendo e as empresas precisam acompanhar tudo isso.

Mas será que as organizações estão tecnologicamente preparadas para acompanhar esse crescimento?  A resposta é que algumas sim e outras não. Nos últimos anos, diversas empresas mantiveram suas infraestruturas de TI ou estão com elas obsoletas. Embora em um primeiro momento esse cenário tecnológico pareça e até seja suficiente, não significa que seus negócios expandirem 10% ou 15%, por exemplo, ela estará amparada, afinal ela vai sim consumir mais; os problemas de armazenamento de dados vão surgir; bem como a telefonia tornar-se-á cada vez mais missão crítica. Não se esquecendo da transformação digital, nova lei de proteção, máquinas conversando com máquinas, entre outros aspectos que exigem atualização. Tudo isso, aliado a premissa de aumento de produtividade e de competitividade, demandam mudanças em caráter emergencial.

Mas, levando em consideração que tecnologia não é o core business de quem precisa transformar sua infraestrutura de TI, fica ainda mais complicado identificar em que estágio da curva de maturidade encontra-se ou mesmo qual o melhor caminho a seguir. O melhor é priorizar o Capex ou o Opex? Deixar tudo dentro de casa, levar para uma cloud pública, privada ou híbrida?

Segundo o IDC, até 2022, 80% das empresas vão estar em cloud, mas no Brasil talvez possamos esperar que essa velocidade seja um pouco mais lenta. Em minha opinião, não sei se daqui cinco anos chegaremos a essa marca dos 80%, mas que esse é um caminho gradativo e sem volta, não tenha dúvida. Não acho que exista o radical, não acho que tudo tenha que estar na nuvem ou que alguém deva ter uma infra 100% on premise. Isso varia muito dependendo da sua mentalidade, da necessidade, da maturidade, de como ele vai consumir essa TI, entre outros pontos. E só quem está no dia a dia, é especializado, conduz de maneira menos dolorosa toda essa transformação. O ponto principal é contar com empresas que apoiem nessa jornada e saibam dizer como evoluir de um ponto ao outro. E o que mais chama a atenção e faz diferença nesse mercado é a capacidade de dar opções para o cliente consumir, inclusive a infraestrutura de TI, de acordo com a necessidade, com seu tipo de negócios, com as diretrizes corporativas, entre outros pontos específicos.

Já estamos vivendo uma revolução. A forma de vender e consumir TI tem mudado consideravelmente. Em suma, os orçamentos de TI para 2019 também refletem em investimentos crescentes com recursos para apoiar novas iniciativas de negócios e de transformação digital. 2019 será, portanto, de aprimorar o uso de tecnologias que ajudam as empresas a estarem preparada para tendências como transformação digital, data center transformation e everything as a service.

 

Silnei Kravaski é Diretor Executivo da Planus Cloud, Networking & Services, empresa responsável pelo desenvolvimento do Planus IT 360°, portfólio que ajuda as empresas a prepararem-se para as novas demandas da transformação digital.

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