
O Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras chega à sua 22ª edição ocupando o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre os dias 13 e 17 de maio, consolidando-se como um dos principais eventos do setor no país. Com entrada gratuita, a iniciativa reúne tradição, cultura, inovação e geração de negócios em uma programação voltada para toda a família.
Realizado pela Rome Eventos, com apoio do Programa do Artesanato Brasileiro, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, do Sebrae e parceria da ApexBrasil, o evento promove uma imersão na riqueza do artesanato nacional, com oficinas, apresentações culturais e espaços interativos.

Nesta edição, os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal estarão representados por mais de 700 artesãos, além de associações, coletivos e confederações que representam milhares de criadores em todo o país. A expectativa é superar os resultados da última edição, quando os espaços do PAB movimentaram mais de R$ 4,7 milhões em vendas e encomendas, com a comercialização de 88.746 peças.
Já o espaço do Sebrae, com a participação de 87 empreendimentos de 22 estados, gerou R$ 2,3 milhões em negócios, reforçando a importância do evento para o fortalecimento da economia criativa e dos pequenos negócios ligados ao setor artesanal.
Segundo Leda Simone Alves, diretora-executiva da Rome Eventos, o conceito deste ano, “O artesanato está com tudo”, busca ampliar o olhar do público sobre a presença do artesanato no cotidiano e sua conexão com os saberes tradicionais e a cultura brasileira. “O artesanato se destaca pela singularidade. Cada peça carrega tempo, técnica, história e identidade, sendo única”, afirma.

A programação apresenta uma ampla diversidade de tipologias artesanais, incluindo cerâmica, madeira, fibras vegetais, têxtil, couro, metal, pedra, vidro, sementes e materiais recicláveis. Entre os destaques estão as carteiras em marchetaria do Acre, a arte santeira do Piauí, os bordados mineiros, os adornos em capim dourado do Tocantins e as máscaras e joias em prata de Goiás.
Também ganham espaço as obras do artesão Marco de Sertânia, conhecido pelos cãezinhos esculpidos em madeira inspirados na personagem Baleia, do livro Vidas Secas.
Além da valorização cultural, o Salão do Artesanato reforça práticas de sustentabilidade e inclusão alinhadas aos princípios ESG. Entre as ações adotadas estão a gestão seletiva de resíduos, campanhas de educação ambiental, acessibilidade para pessoas com deficiência e iniciativas de compensação de carbono. Pelo terceiro ano consecutivo, o evento recebe o selo “Carbon Free”, com ações de plantio de árvores para neutralização de emissões.
Mais do que uma feira de exposição e vendas, o Salão do Artesanato se consolida como um ambiente de experiências, formação e conexões entre artesãos, compradores e consumidores, fortalecendo a circulação de conhecimento, a valorização dos saberes tradicionais e o desenvolvimento da economia criativa brasileira.
Foto 1 – Pavilão da Bienal no Parque Ibirapuera.
Fotos 1 e 2 – Peças que estarão em exposição no Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras.
Crédito: Divulgação.