SEBRAE-SP AVANÇA EM ORIENTAÇÃO DE GESTÃO DE NEGÓCIO

Micro e
pequenas empresas do comércio em Campinas (SP) começam a receber o novo programa de
orientação em gestão do negócio através do Sebrae visita. A ação acontece por
meio de blitz em áreas de maior concentração de estabelecimentos comerciais,
com a presença de equipes do Sebrae que levarão aos empresários orientação e
informações, além de apresentar os produtos e serviços do Sebrae. Os agentes
estão iniciando as visitas pelo Shopping Prado, que reúne mais de 50 lojas e no
Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo, a rodoviária de Campinas, onde estão
instaladas 93 empresas, sendo 53 empresas de ônibus e 40 lojas de diversos
seguimentos.
O Sebrae Visita também iniciou atendimento nas lojas instaladas no Shopping
Jaraguá Indaiatuba, que fica na Rua 15 de Novembro, 1200, Centro, que abriga
mais de 70 mpes, incluindo lojas, quiosques, restaurantes, entre outros.

De acordo
com o gerente Regional do Sebrae-SP em Campinas, José Carlos Cavalcante, nos
próximos meses as equipes estarão percorrendo outros pontos da cidade onde há
grande concentração de empreendimentos do comércio.

O
objetivo do programa é o contato direto do Sebrae-SP com os empresários, no
ambiente da própria empresa. “As equipes levarão até o empresário toda a gama
de produtos e serviços e os canais de atendimento do Sebrae-SP para que o
empresário possa melhorar a gestão da sua empresa e tornar seu negócio mais
lucrativo ”, explica.

A equipe
do Sebrae-SP, devidamente identificada por crachás e veículo com a logomarca da
entidade, levará orientação sobre os principais aspectos de gestão empresarial.
Os interessados poderão ainda se cadastrar para receber, por email, material
informativo focado nos temas de interesse das MPEs como vendas, marketing,
questões jurídicas, gestão financeira e outros, além de obter informações e
dicas sobre o regime do Empreendedor Individual (EI).

Balanço
do Sebrae-SP apontou que as micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas fecharam
o ano de 2012 com aumento de 8,1% no faturamento real, já descontada a inflação,
com relação a 2011. Só em dezembro, as MPEs do Estado de São Paulo faturaram
6,3% mais do que no mesmo mês do ano anterior, o melhor resultado para o
período desde 2000. “O consumo aquecido no mercado interno, com evolução
positiva da ocupação e da renda, sustentou os bons números das MPEs”, afirma o
diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Como
ocorre tradicionalmente em dezembro, as MPEs também foram beneficiadas pelas
vendas de Natal, o que significou ganhos 8,2% maiores do que em novembro.

Por
setores, no acumulado do ano, o comércio lidera com aumento de 9,6% na receita,
depois aparece o setor de serviços, cuja alta foi de 7%, e, por fim, vem a
indústria com avanço de 5,6%.

A receita
total das MPEs paulistas foi de R$ 528,5 bilhões em 2012, R$ 39,5 bilhões a
mais do que no ano anterior. No último mês do ano passado, foram R$ 49 bilhões
em caixa, R$ 2,9 bilhões acima do registrado no mesmo período de 2011. “A boa
fase do mercado de trabalho tem sido fundamental para impulsionar as vendas das
MPEs, pois além de desemprego em baixa, a renda média dos trabalhadores subiu”,
completa Caetano.

O
consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, lembra que, segundo dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego
nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras foi de 5,5% em 2012, o
menor índice anual desde 2002. Já o rendimento real dos ocupados subiu 4,1%
sobre 2011.

Na
análise por regiões, as MPEs do interior do Estado apresentaram o melhor
desempenho com crescimento de 10,7% no faturamento de 2012 sobre 2011. O ABC
aparece em segundo lugar, com aumento de 10,2%. Em seguida vêm a região
metropolitana de São Paulo (+5,6%) e a capital paulista (+5,1%).

Em
janeiro, a metade dos empresários consultados (50%), acredita que o faturamento
da empresa vai ser mantido nos próximos seis meses, uma ligeira redução ante
janeiro de 2012, quando 51% deles falavam em estabilidade. Outros 29% esperam
aumento no faturamento, 9% creem em piora e 11% não sabem como se comportará o
seu negócio.

Com
relação ao nível de atividade da economia nos seis meses que virão, a
expectativa da maior parte dos empresários, ou 56%, é de estabilidade. Já no
mesmo mês de 2012, essa era a aposta de 54% dos entrevistados. Outros 26%
aguardam melhora na economia, 8% esperam piora e 10% não souberam responder o
que esperam da economia brasileira. “Em 2013, espera-se que a economia
brasileira cresça 3,1%, um porcentual moderado, ainda assim melhor do que em
2012. As MPEs devem acompanhar essa evolução”, diz o diretor-superintendente do
Sebrae-SP.

“Os três
setores – comércio, indústria e serviços – devem apresentar uma evolução mais
equilibrada este ano, influenciados pelas medidas adotadas pelo governo para
impulsionar a economia”, completa Gonçalves. Um dos estímulos é a manutenção da
taxa básica de juros, a Selic, em 7,25% ao ano, que facilita investimentos e
vendas a prazo. A desoneração da folha de pagamento de algumas atividades, a
desvalorização do real – que encarece produtos importados e diminui a
concorrência com os nacionais – e a redução na conta de energia elétrica também
trarão efeitos positivos para as MPEs.

Porém, há
uma corrente entre os analistas de mercado que questiona a eficácia dos
estímulos do governo. Esse grupo entende que o incentivo ao consumo deve ser
acompanhado de igual esforço do lado da oferta, com medidas que aumentem
investimentos, qualificação da mão de obra, melhora da infraestrutura e redução
da burocracia.

Também
merece atenção a inflação, cujo comportamento não indica queda. Isso pode
inibir o consumo das famílias, importante motor do crescimento das vendas das
MPEs. Como o nível de endividamento do brasileiro está relativamente elevado, a
escalada dos preços pode contrair o ímpeto das pessoas irem às compras.

O cenário
externo continua mandando sinais preocupantes. Europa e Estados Unidos tendem a
apresentar baixo ritmo de crescimento. Há ainda dúvidas quanto ao financiamento
de várias economias do Sul da Europa. Essas são fontes de turbulências no
mercado financeiro que podem reduzir investimentos em todo o mundo e, portanto,
no Brasil, afetando o desempenho da economia e das MPEs.
Foto legenda – Gerente Regional do Sebrae-SP em Campinas, José Carlos Cavalcante.
Crédito divulgação

 
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