TRANSIÇÃO ENERGÉTICA DEVE SER UM DOS FOCOS PARA ECONOMIA DA REGIÃO DE CAMPINAS

A transição energética merecerá maior atenção de indústrias e lideranças políticas da região de Campinas. Este é um dos diagnósticos feitos pelo estudo “Indústria e Tecnologia na Região de Campinas”, apresentado ao público nesta quarta-feira (12/06), por Rafael Cervone, presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no Campinas Innovation Week.

O estudo foi desenvolvido pelo Decomtec (Departamento de Competitividade e Tecnologia) Fiesp/Ciesp. Segundo Cervone, os combustíveis fósseis, como o petróleo, passarão de 80% para 72% do consumo mundial, entre 2019 e 2030. Hoje o setor de petróleo e biocombustíveis representa cerca de 30% do PIB (Produto Interno Bruto) da região de Campinas, tendo o município de Paulínia como destaque nacional do setor. “Essas tendências de mudanças na matriz energética podem ser significativamente aceleradas por tecnologias disruptivas. Há uma preocupação com a utilização de fontes limpas e renováveis de energia, sendo que o etanol e a biomassa são oportunidades para o Brasil”, afirmou o presidente do Ciesp.

O estudo apresenta algumas diretrizes importantes para o setor, como utilizar mecanismos de financiamento do programa Nova Indústria Brasil (NIB), desenvolver novos materiais, elevar a eficiência na produção de etanol, estimular a produção de biometano, avançar na produção de etanol de segunda geração e incentivar a instalação de biorrefinarias integradas.

Tecnologia e sustentabilidade

De acordo com o mapeamento, além de petróleo e biocombustíveis, a região de Campinas mantém vocações atuais consolidadas nas áreas de máquinas e equipamentos; borracha e plástico; celulose e papel; alimentos; veículos automotores; informática, produtos eletrônicos e ópticos; farmoquímicos e farmacêuticos e químicos.

O estudo também se baseou no crescimento acima de 50% da massa salarial de 2007 a 2021 para identificar vocações potenciais que estão em crescimento para os próximos anos. Nessa linha, se destacaram produtos farmacêuticos; outros alimentos (panificação, biscoitos, chocolates, massas, especiarias, molhos, temperos e alimentos prontos); bebidas alcoólicas; sabões, detergentes e produtos de limpeza; equipamentos de comunicação; produtos de borracha e máquinas e equipamentos de uso industrial específico.

Em todos os casos, as diretrizes do estudo apontam para a utilização da tecnologia e para a valorização de produtos mais sustentáveis. No caso dos produtos químicos, por exemplo, as diretrizes giram em torno de incentivar a geração de produtos inovadores, implementar estudos de viabilidade para utilização de energias renováveis e estimular a adoção dos princípios de química verde.  A logística reversa, o desenvolvimento de bioplásticos, a aderência a programas de reciclagem também são citadas como diretrizes importantes para a região de Campinas.

Para Rafael Cervone, a pandemia de covid-19 trouxe lições importantes ao Brasil como a necessidade de ter uma indústria nacional fortalecida e o compromisso de descentralizar cadeias produtivas, a fim de aumentar a autonomia em casos de crises globais. “O Rafael apresentou um documento sobre o potencial da região metropolitana de Campinas. São números que muitas prefeituras não têm e que podem ajudar a nortear o desenvolvimento da nossa região”, concluiu o diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa.

 

Foto 1 – Palestra do presidente do Ciesp, Rafael Cervone, no Campinas Innovation Week.

Foto 2 – Público presente na palestra de Rafael Cervone.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações.

 

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