VALINHOS SE DESTACA NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL

Das 19
cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC), nove constam no
ranking dos 100 municípios brasileiros com melhor Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) divulgado
pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Valinhos está em
1º lugar entre as 19 cidades da RMC, na 5ª posição estadual e na 12ª entre os
5.565 municípios do país no Atlas do Desenvolvimento Humano. O estudo realizado
em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a
Fundação João Pinheiro, foi feito com base nos dados do censo demográfico de
2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O
município alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de 0,819,
considerado “muito alto” pela Organização das Nações Unidas (ONU), numa medição
que vai de 0 a 1: quanto mais próximo de um, melhor o desenvolvimento humano;
quanto mais próximo de 0, pior. Em 2000, era de 0,741 (“alto”), com a cidade na
18ª posição no país.

O ranking
do Atlas Brasil de 2013, é composto por três variáveis do desenvolvimento
humano: educação, saúde e renda de cada município e calculado com base nos
dados do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).

A
longevidade (saúde) é o fator que mais se destaca no município entre os três
utilizados pela pesquisa. O atual índice mede 0,850, que é considerado “muito
alto”. Nesse quesito, a cidade sempre se destacou, mesmo há 20 anos o índice já
era de 0,746. Quanto à
renda, o município passou de 0,729 para 0,848 em 2010.

A melhora
mais significativa foi quanto à educação, que partiu de 0,391 para 0,763. O
indicador de educação foi calculado com nova metodologia. No IDHM anterior eram
levadas em conta a taxa de alfabetização e a taxa bruta de frequência à
escola.  Nessa, ficou mais exigente e considera os adultos com Ensino
Fundamental e até que ponto os jovens frequentam a escola de forma adequada.

O
prefeito Clayton Machado (PSDB) comemorou os números da ONU, mas afirmou que é
possível avançar muito mais. “Valinhos é uma cidade vocacionada ao
desenvolvimento com qualidade de vida. Prova disso é que nos últimos 20 anos
nossa cidade registra evolução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o
que é motivo de orgulho para todos nós que amamos esta cidade. Os índices de
desenvolvimento humano não podem mascarar a realidade que enfrentamos hoje.
Ainda há muito que ser feito. É possível avançar muito mais”, disse
Clayton.

Clayton
Machado destacou a necessidade de obras importantes relativas a saneamento
básico. “São necessárias obras estruturantes na área de saneamento básico. A
cidade que foi pioneira no tratamento de esgoto em nível nacional ainda
enfrenta problemas graves nessa área. O bairro São Bento, por exemplo, ainda
não dispõe de rede de esgoto. O setor de abastecimento também requer cuidados,
pois as obras do passado recente não projetaram corretamente o crescimento de
Valinhos, fazendo com que o sistema de abastecimento trabalhe, hoje, 30% acima
do limite para fazer frente à demanda”, exemplificou. “Também são grandes os
desafios na área de desenvolvimento econômico. Na última década, nossa cidade
perdeu cerca de 200 empresas, o que representou significativa queda na arrecadação
do município que tem hoje, segundo o Tribunal de Contas do Estado, a terceira
maior dívida per capita do Estado de São Paulo”, completou.

A vizinha Vinhedo obteve a
13ª colocação no ranking nacional e a 5ª no estadual. Pelos dados do Pnud,
assim como Valinhos, o município se desenvolveu mais nos últimos 10 anos na
área de educação. Ao contrário de Valinhos, o segundo quesito com maior
desenvolvimento foi a longevidade, que passou de 0,828 em 2000 para 0,878 em
2010.

Além de Valinhos e Vinhedo, a
cidade-sede da RMC ficou abaixo também de Americana, que ocupa a 3ª posição na
RMC, o 19º lugar no ranking nacional e 11º estadual. Campinas conseguiu, com o
índice de 0,805, a 5ª posição na RMC, a 28º colocação no Brasil e a 14ª de São
Paulo, empatada com a capital, que teve exatamente a mesma pontuação.

Indaiatuba
subiu da 142ª para a 76ª posição no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal) do país, conforme Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Comparado
ao Atlas de 2003, baseado no censo de 2000, o município subiu 66 posições no
ranking nacional, que é liderado por São Caetano do Sul. Em 2000, o IDHM da
cidade era 0,704, passando para 0,788 em 2010.

Conforme
o levantamento, o IDH de Indaiatuba cresceu 45,66% nas últimas duas décadas. No
Estado de São Paulo, Indaiatuba ocupa a 40ª posição no ranking e tem o 8º
melhor Índice de Desenvolvimento Humano da RMC (Região Metropolitana de
Campinas).

Esta é a
terceira vez que o Pnud realiza o levantamento sobre o nível de desenvolvimento
humano nos municípios do país. As outras duas edições da pesquisa foram
divulgadas em 1998 [censo 1991] e 2003 [censo 2000]. Neste ano, o Pnud mudou os
critérios para aferição do índice e também atualizou os dados das duas
pesquisas anteriores com base nos novos critérios.

São
analisados mais de 180 indicadores socioeconômicos do censo e o estudo é
dividido em três dimensões do desenvolvimento humano: a oportunidade de viver
uma vida longa e saudável [longevidade], ter acesso ao conhecimento [educação] e ter um padrão de vida que garanta as necessidades básicas [renda].

Pelo
estudo, em Indaiatuba a esperança de vida ao nascer aumentou 5,4 anos nas
últimas duas décadas, passando de 69,8 anos em 1991 para 73,2 anos em 2000, e
para 75,2 anos em 2010. Em 2010, a média do Estado da esperança de vida ao
nascer é de 75,7 anos e, para o país, de 73,9 anos.

Referente
à educação, em 2010, 71,92% dos alunos entre 6 e 14 anos do município estavam
cursando ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram
70,81% e, em 1991, 42,88%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 50,03% estavam
cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 39,51% e, em 1991,
7,69%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 18,21% estavam cursando o ensino superior
em 2010, 8,43% em 2000 e 4,35% em 1991.

Já a
renda per capita média de Indaiatuba cresceu 76,65% nas últimas duas
décadas, passando de R$ 621,73 em 1991, para R$ 886,76 em 2000 e R$ 1.098,31 em
2010. A taxa média anual de crescimento foi de 42,63% no primeiro período e
23,86% no segundo. Outro dado interessante apresentado, foi que entre 2000 e
2010, o percentual da população economicamente ativa passou de 69,37% em 2000
para 73,14% em 2010. A taxa de desocupação passou de 13,15% em 2000 para 5,71%
em 2010.

Brasil

De acordo
com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013, o Brasil quase dobrou o seu
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal nas últimas duas décadas, passando
de 0,493, em 1991, para 0,727, em 2010, o que significou um crescimento de
47,8% no IDHM.

Em 1991,
85,5% das cidades brasileiras tinham IDHM considerado muito baixo. Já em 2010,
esse percentual passou para 0,6% dos municípios. O índice de municípios com
IDHM considerado alto e médio chegou a 74% em 2010, enquanto em 1991, não havia
nenhuma cidade brasileira com IDHM considerado alto e 0,8% apresentavam índice
médio.

Na
comparação entre unidades da Federação, o IDHM é liderado pelo Distrito
Federal, com 0,824. Em seguida, vêm São Paulo (0,783) e Santa Catarina (0,774).
Os Estados com o desempenho mais fraco são Alagoas (0,631) e Maranhão (0,639).

Fotos de 1 a 3 – Vista aérea da cidade de Valinhos (SP)
Crédito – Departamento de imprensa da prefeitura de Valinhos

 
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