VENDAS DIGITAIS DEVEM REDUZIR O PREJUÍZO DO COMÉRCIO NA PÁSCOA

Sem perspectivas de contratações temporárias, a exemplo do que ocorreu no ano passado e com faturamento 47,80% menor do que em 2020, quando o comércio já sofreu fortemente os efeitos da pandemia, este ano os lojistas empenham-se em realizar as vendas pelo e-commerce. O Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) estima uma evolução positiva nas vendas digitais neste período, podendo atingir 20% acima do volume de 2020.

Em fevereiro de 2021, quando o comércio funcionava com horário reduzido, na Fase Laranja do Plano São Paulo, as perspectivas para as vendas no período da Páscoa projetavam um crescimento de 32,5% no faturamento, com vendas estimadas em R$ 175 milhões em Campinas e a R$ 354 milhões na Região Metropolitana. No entanto, com as Fases Vermelha e Emergencial, que proíbem o atendimento presencial no comércio classificado como “não essencial” e permitem apenas o funcionamento na modalidade delivery, as perspectivas de vendas em 2021, de acordo com o economista Laerte Martins, diretor do Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), são de uma evolução positiva nas vendas digitais neste período, podendo atingir 20% acima do volume de 2020.

Desta forma, o comércio deve faturar R$ 137 milhões em Campinas e R$ 278 milhões na RMC. Apesar de abaixo das expectativas de fevereiro, o faturamento ainda é 3,8% maior em Campinas e 4,1% nas 20 cidades que compõem a região, em comparação a 2020. O ticket médio deverá ficar em R$ 110,00, cerca de 10% acima do ano passado, apesar da perda do poder de compra e do impacto do dólar e da inflação em alta que elevaram o preço dos ovos de chocolate e das matérias primas em torno de 7,9%. “Em 2020, por ocasião da Páscoa, com a pandemia da Covid-19 no seu auge, o nível de contratação de temporários ficou zerado, e o volume de vendas, sofreu uma redução de 50% em relação à 2019. O volume de vendas foi de R$ 267 milhões no ano passado contra R$ 533 milhões registrados em 2019”, lembra o economista. Não deve ocorrer – ou ser mínima – a contratação da mão de obra temporária este ano, pelo fato de o comércio não estar funcionando de forma presencial. “Pesquisa nacional avalia que, de forma geral, o comércio está propenso a atingir, em média, até 4% do consumo de 2020”, diz. “Na comparação das vendas estimadas para este ano em R$ 278 milhões, na RMC, com 2019, que foi de R$ 533 milhões, antes da pandemia, o resultado da Páscoa atual será 47,8% menor”, analisa Laerte Martins.

 

Fotos 1 e 2 – Produtos de Páscoa.

Crédito: Divulgação.

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