SOCORRO IMEDIATO É CRUCIAL À SOBREVIVÊNCIA PÓS-INFARTO

A demora em pedir socorro num hospital em função do medo de contrair o coronavírus pode ser fatal tratando-se de inúmeras doenças. Em relação a problemas do coração, um dos males que mais mata no mundo, a identificação imediata de um infarto – tanto pelos familiares que estão ao redor na quarentena, ou pelo próprio paciente – e a rapidez no atendimento, são cruciais e podem significar a vida ou a morte

O cardiômetro, ferramenta informativa na internet da Sociedade Brasileira de Cardiologia (http://www.cardiometro.com.br/) indica que as doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação representam mais de 30% das mortes no Brasil, figurando como primeira causa de óbitos no País. São mais de 1 mil falecimentos por dia, cerca de 43 por hora, 1 morte a cada 90 segundos.

Dr. Silvio Pollini, coordenador da Cardiologia do Vera Cruz Hospital, enfatiza que as pessoas não devem evitar procurar um serviço médico pelo receio ao Covid-19 e muito menos se automedicarem. “Há um alto risco envolvido e, pela necessidade de um reconhecimento precoce de um ataque cardíaco para o tratamento imediato, é muito importante que os sintomas não sejam mascarados por alguma medicação”, pontua.

De acordo com Pollini, não existe idade para se ter um infarto e mesmo pacientes jovens podem sofrer um ataque do coração. O médico recomenda uma atenção especial a pessoas com histórico de infarto em familiares e àqueles que apresentam fatores de risco, como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e obesidade. “Obviamente, pacientes mais velhos, com fatores de risco ou antecedente anterior de doença cardíaca têm maior risco, porém, esses fatores não isentam que os mais jovens, subitamente, tenham um ataque cardíaco. Sabe-se que em 50% dos casos de ataque cardíaco as vítimas nunca tiveram sintomas prévios”, alerta.

Pollini salienta que os sinais de um infarto variam muito. Vão desde uma súbita dor no peito até dores na região do estômago, sudorese, náuseas, vômitos, sensação de sufocação, “peso” no peito e falta de ar. “Se um paciente sente mal-estar e/ou esses sintomas e se tem um histórico de problemas prévios, deve procurar atendimento médico imediatamente. Da mesma forma, paciente previamente sadios ou jovens que apresentem as descrições de um ataque do coração precisam buscar o hospital o quanto antes”, diz

Muitos desses casos poderiam ser evitados ou postergados com precaução e tratamentos. Pollini explica que a prevenção passa especialmente por mudanças no estilo de vida. Manter o peso adequado, praticar exercício com moderação, abolir o tabagismo, controlar o estresse e a tensão emocional e, especialmente, conhecer seus antecedentes familiares. “Quem tem parentes que morreram subitamente e familiares próximos que sofrem do coração precisam fazer exames e passar pelo médico constantemente. A doença pode ser diagnosticada em sua fase mais precoce, antes que o infarto ocorra”, assegura.

Combinação de atitudes pode salvar

O cardiologista afirma que o acompanhamento com o especialista permite ao paciente combinação de atitudes e tratamento medicamentoso para controle do colesterol, do nível de açúcar no sangue e da pressão arterial. “Esses cuidados reduzem em muito o risco de acontecer um ataque cardíaco”, observa.

A qualquer hora do dia ou da noite, o Vera Cruz Hospital oferece o Pronto-Socorro Cardiológico com atendimento 24 horas. Além do plantonista especialista o tempo todo, o hospital dispõe de completa estrutura para a realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos ou por via endovascular.

Essa disponibilidade encurta o tempo de tratamento do paciente com queixas relacionadas aos problemas do coração. “Pessoas com cardiopatias já diagnosticadas também se beneficiam do atendimento no pronto-socorro porque pode solicitar diretamente na recepção uma avaliação do cardiologista de plantão, sem precisar passar em consulta prévia com o clínico geral”, destaca o médico.

O Vera Cruz dispõe de 170 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos) e UTIs e maternidade. Em torno de 1,5 mil médicos estão cadastrados na instituição nas mais diversas atuações.

O Hospital conta também com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Câmara Hiperbárica Monoplace, Cirurgia Robótica, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, radiologia intervencionista, densitometria óssea, ultrassonografia e Raio X), Centro de Trauma e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde.

Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em quase dois anos, a aliança registra importante avanço na prestação de serviços gerado por investimentos em inovação e tecnologia. Em médio prazo, o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital, totalizando 17 mil m2 de áreas construídas a mais.

 

Foto: Dr. Silvio Pollini, coordenador da Cardiologia do Vera Cruz Hospital.

Crédito: Matheus Campos.

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