IA DEIXA DE SER TENDÊNCIA E PASSA A OCUPAR PAPEL ESTRATÉGICO NOS NEGÓCIOS E NA PUBLICIDADE

IA DEIXA DE SER TENDÊNCIA E PASSA A OCUPAR PAPEL ESTRATÉGICO NOS NEGÓCIOS E NA PUBLICIDADE

A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma tendência tecnológica e passou a ocupar espaço estratégico nas empresas. Para líderes, empresários e profissionais das áreas de marketing, comunicação e publicidade, o domínio da tecnologia se consolida como uma competência cada vez mais necessária diante de um mercado marcado pela aceleração digital e pela crescente pressão por eficiência, inovação e resultados.

Esse foi um dos principais temas discutidos durante um encontro promovido pela Associação de Profissionais de Propaganda de Campinas (APP Campinas), que contou com a apresentação de Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT. Durante o evento, o executivo apresentou uma visão prática e estratégica sobre como a inteligência artificial está transformando a maneira como as organizações pensam, criam, tomam decisões e geram resultados.

Além de fundador e CEO da Performa_IT, Tristão é estrategista digital, criador do conceito PACE — Programável, Acelerado, Cognitivo e Emergente — e integrante do Conselho de Administração da IMA (Informática de Municípios Associados).

IA já faz parte da rotina das empresas

Para o presidente da APP Campinas, Luciano Silva, a adoção da inteligência artificial ocorre em diferentes velocidades dentro do mercado publicitário, de acordo com o perfil das empresas, dos clientes atendidos e dos modelos de negócio.

Segundo ele, agências mais tradicionais e que trabalham com grandes marcas tendem a adotar uma postura mais cuidadosa, enquanto empresas mais jovens e ligadas ao marketing digital demonstram maior abertura para experimentar novas ferramentas. “O mercado de publicidade e marketing é muito diverso e tem diversos formatos de negócio. A gente percebe uma camada de agências que cai mais no campo criativo, que utiliza mais formatos de mídia e que é mais cuidadosa em relação ao uso da IA, pelo tipo e tamanho das marcas que muitas vezes representa”, explicou.

Na avaliação de Luciano Silva, o cenário é diferente entre empresas mais jovens e com atuação concentrada no ambiente digital. “Essas agências mais jovens estão mais abertas para isso e é natural que se desenvolvam mais rapidamente e tenham menos medo de utilizar a IA. Elas já produzem com mais eficiência e entregam com mais eficiência”, afirmou.

Para o presidente da APP Campinas, a inteligência artificial já está presente em praticamente todas as etapas da atividade profissional. “A inteligência artificial já faz parte da nossa vida. Desde a hora em que você está prospectando um cliente até uma entrega final e uma análise de resultado. Se você não tiver inteligência artificial hoje, está ficando para trás do seu concorrente, com toda certeza”, declarou.

Começar pequeno para ganhar maturidade

Na avaliação de Leonardo Tristão, um dos principais erros das empresas ao adotar inteligência artificial é tentar resolver muitos problemas simultaneamente. Para o executivo, a estratégia mais eficiente é identificar uma necessidade específica e começar por um projeto que permita medir resultados e gerar aprendizado. “A inteligência artificial é como qualquer outra ferramenta. Ela tem boas aplicações, aplicações que não trazem um ganho muito grande, mas ajudam, e aplicações em que a inteligência artificial ainda não consegue ajudar a gente”, afirmou.

Segundo Tristão, o primeiro passo deve ser identificar claramente o problema que a empresa deseja solucionar. “O que os executivos precisam fazer é primeiro identificar qual é o tipo de problema que eles querem resolver. Não adianta a gente querer resolver três, quatro, cinco ou dez coisas ao mesmo tempo. Vale a pena escolher uma ou duas que realmente vão mexer o ponteiro”, destacou.

A recomendação é iniciar com projetos de baixa complexidade, mesmo que o impacto inicial seja moderado. A lógica, segundo o executivo, é criar um ciclo de aprendizado que permita à organização testar ferramentas, avaliar resultados e desenvolver maturidade tecnológica antes de avançar para iniciativas mais complexas. “Como é uma tecnologia nova, se você começa com algo não muito complexo, mas que vai trazer um resultado, mesmo que moderado, isso te dá a força necessária para você ir aprendendo aos poucos, testando, adaptando e verificando qual é a melhor ferramenta para resolver aquele problema”, explicou.

A partir dessa experiência, a empresa pode ampliar a utilização da tecnologia e direcioná-la para desafios de maior impacto.

Para Tristão, três elementos são fundamentais nesse processo: definir o problema, estabelecer métricas de sucesso e determinar um prazo. “Escolha um problema, defina o que você vai medir como sucesso daquele problema, estabeleça um prazo. Tem que ter um prazo definido. Eu costumo brincar que o que não tem prazo é sonho, não é projeto. A partir daí você executa, mede o resultado e decide se vai escalar ou não”, afirmou.

Tecnologia como ferramenta de potencialização

A necessidade de estruturar adequadamente os processos antes da adoção da inteligência artificial também foi destacada por Luciano Silva. Na visão do presidente da APP Campinas, a tecnologia deve ser compreendida como uma ferramenta capaz de ampliar a capacidade dos profissionais, e não como um substituto para a dimensão humana dos negócios. “Fez abrir a mente da gente de como construir os processos adequadamente. O mais importante é pensar primeiro no problema, desenhar a forma como queremos resolver aquilo, determinar prazo, determinar metas e aplicar isso dentro da IA, entendendo também que ela é uma ferramenta”, afirmou.

Para Silva, a evolução da tecnologia deve provocar uma mudança na distribuição do tempo dos profissionais, permitindo que as pessoas se concentrem cada vez mais em atividades que dependem de relacionamento, criatividade, estratégia e interação humana. “Ela vem para potencializar o nosso trabalho. Eu acredito muito que daqui a dois ou três anos qualquer profissional, seja ele qual for, vai ter que dedicar 80% do tempo ao relacionamento com o cliente, porque o cliente precisa desse lado humano. Os outros 20% vão ficar na operação, porque a tecnologia estará operando por ele”, projetou.

Dores comuns podem ser resolvidas com soluções prontas

Outro ponto abordado durante o encontro foi a identificação dos desafios que são comuns a diferentes setores da economia. Para Leonardo Tristão, empresas de segmentos distintos enfrentam problemas semelhantes em áreas como gestão financeira, tributação e processos regulatórios. “Algumas empresas enfrentam os mesmos desafios. Complexidade fiscal, complexidade tributária, complexidade financeira e as adequações recentes que a gente precisa passar. Existe uma série de condições comuns que acontecem dentro das empresas e que são dores que todo empresário passa”, explicou.

De acordo com o executivo, para problemas comuns já existem no mercado diversas soluções tecnológicas capazes de atender às necessidades das organizações, muitas delas incorporando recursos de inteligência artificial.

Por isso, Tristão defende que as empresas avaliem primeiro as soluções disponíveis antes de optar pelo desenvolvimento de uma tecnologia própria. “Para as dores comuns normalmente existem excelentes ferramentas no mercado que já estão prontas para atender essas dores e muitas delas já fazem uso de inteligência artificial e de outras tecnologias modernas, que efetivamente mexem o ponteiro e realmente ajudam no dia a dia”, afirmou.

A lógica, segundo ele, é direcionar o desenvolvimento personalizado de tecnologia para situações em que exista uma necessidade específica ou uma oportunidade real de diferenciação competitiva. “O que for comum, você compra pronto. O que for diferencial competitivo, você desenvolve dentro de casa”, resumiu.

Letramento em IA ganha importância

Durante o evento, os participantes também puderam ampliar a compreensão sobre o chamado letramento em inteligência artificial, conceito relacionado à capacidade de profissionais e organizações entenderem as possibilidades, limitações, riscos e aplicações da tecnologia.

Esse conhecimento se torna estratégico para que a IA seja incorporada aos negócios de maneira estruturada, evitando tanto o uso indiscriminado de ferramentas quanto a resistência diante de uma transformação que já está em curso.

Mais do que conhecer ferramentas, o desafio passa a ser compreender quais problemas podem ser solucionados com a tecnologia, como medir os resultados e de que maneira a inteligência artificial pode ser integrada aos processos existentes.

Nesse cenário, a combinação entre estratégia, conhecimento do negócio e domínio tecnológico tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos para empresas de diferentes segmentos.

Performa_IT atua com inteligência artificial e transformação digital

Com presença no Brasil e atuação internacional a partir de Lisboa, a Performa_IT atende empresas nacionais e multinacionais, desenvolvendo iniciativas que buscam equilibrar visão de longo prazo e entregas concretas no presente.

A atuação da Performa_IT tem como uma de suas diretrizes colocar a inteligência artificial no centro das soluções e as pessoas no centro da transformação.

A discussão promovida pela APP Campinas reforçou que a adoção da IA não deve ser tratada apenas como uma corrida pela utilização da tecnologia mais avançada. O verdadeiro desafio para as empresas está em identificar onde a ferramenta pode gerar valor, estabelecer objetivos claros, medir resultados e construir, gradualmente, uma cultura de inovação.

Para profissionais de marketing, comunicação, publicidade e gestão, a transformação já começou. E, em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo, a capacidade de utilizar a inteligência artificial de forma estratégica tende a deixar de ser um diferencial para se tornar parte essencial da competência profissional.

Foto 1 – Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT.

Foto 2 – Presidente da APP Campinas, Luciano Silva.

Crédito – Divulgação.

CUB DA CONSTRUÇÃO PAULISTA DESACELERA EM JULHO, MAS ACUMULA ALTA DE 5,06% NO ANO

VENTURE CAPITAL FICA MAIS SELETIVO E EXECUÇÃO GANHA PESO NA DECISÃO DE INVESTIMENTO

ADCE CAMPINAS PROMOVE ENCONTRO SOBRE PROTAGONISMO FEMININO NA POLÍTICA

LACES CAMPINAS TRANSFORMA SALÃO EM ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA E LANÇA AGENDA PERMANENTE DE EXPERIÊNCIAS VOLTADAS AO BEM-ESTAR

INDUSTRIA DA REGIÃO DE CAMPINAS APOSTA EM PLANO DE CARREIRA PARA RETER TALENTOS

SONHO DE EMPREENDER CRESCE NO BRASIL E CRÉDITO JUDICIAL VIRA ALTERNATIVA PARA TRANSFORMAR PROJETOS EM NEGÓCIOS

JUSTIÇA DO TRABALHO PODE CONTINUAR JULGANDO CASOS DE PEJOTIZAÇÃO – ENTENDA O QUE MUDOU

CONSTRUÇÃO CIVIL FECHA MAIS DE 1,3 MIL VAGAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS EM MAIO, MAS SETOR MANTÉM CRESCIMENTO NO ANO

VALOR INVESTIMENTOS ESTÁ ENTRE OS QUATRO MELHORES ESCRITÓRIOS PARCEIROS DA XP NA EXPERT XP 2026

Assine nossa newsletter

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Aplicam-se os Termos de Serviço.