MOVIMENTO PEDE PARALISAÇÃO DE OBRAS DE ATERRO EM PAULÍNIA

O movimento da sociedade civil de Paulínia (SP) “Lixão, Aqui Não!” encaminhou ao Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente), órgão do Ministério Público (MP), pedido para paralisar as obras de ampliação do aterro administrado pela empresa Estre Ambiental no município. OAmpliação aterro sanitário de Paulinia objetivo é proteger duas nascentes e o Córrego do Foguete, que está sendo assoreado por causa dos trabalhos da empresa na região.

O coordenador do movimento, Bruno Wellington Domingues, defende que somente após todas as medidas de proteção serem tomadas para preservar as nascentes e o córrego, as obras de ampliação do aterro poderão seguir adiante. “As duas nascentes e o córrego são patrimônio ambiental de Paulínia e devem ser preservados. Os órgãos competentes precisam verificar se a legislação sobre o tema está sendo respeita”, afirmou Domingues.

Também foi encaminhado ao Gaema decisão do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) que paralisa as obras de canalização de um afluente do Córrego do Foguete. O DAEE solicitou a paralisação por ter encontrado irregularidades nas obras, como a falta de outorga para a realização do serviço.

O movimento “Lixão, Aqui Não!”, que visa proibir que Paulínia continue recebendo lixo de aproximadamente 35 cidades, tem questionado órgãos competentes sobre possíveis dacorrego do foguete assoreado junho 2016nos ambientais causados pela amFoto - 2012 - corrego do foguetepliação do aterro contra nascentes, córregos, fauna e flora da região.

Em Piratininga, outra cidade do interior de São Paulo, o MP solicitou para a Justiça a paralisação de obras de outro aterro da empresa para preservar, coincidentemente, duas nascentes. O promotor Luís Fernando Rocha foi o responsável pela ação acatada pela Justiça. O objetivo em Paulínia também é preservar as nascentes e o Córrego do Foguete. O agricultor Nestor Fiori, 59, reclama que tem ficado sem água para irrigar a sua plantação. Ele aponta a empresa como principal culpada pela falta de água.

O movimento também tem como objetivo coletar 3.250 assinaturas para que um projeto de lei de iniciativa popular, proibindo que Paulínia continue sendo destinatária de lixo de
outras cidades, seja protocolado e votado na Câmara de Paulínia. Sindicatos, associações, comerciantes, moradores e religiosos estão entre os apoiadores da iniciativa.

 

Foto 1: Ampliação do aterro sanitário de Paulínia.

Foto 2: Córrego do Foguete em 2012.

Foto 3: Córrego do Foguete assoreado em 2016.

Crédito: Divulgação.

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