O PAPEL DA TECNOLOGIA EM DIFERENTES SEGMENTOS INDUSTRIAIS

O setor industrial é um dos que mais vem passando por transformações ao longo das últimas décadas. Para celebrar esse mercado tão importante para a evolução da sociedade, no dia 25 de maio é comemorado o Dia Nacional da Indústria. Afinal, ela desempenha um papel fundamental na produção de bens e serviços, na geração de empregos, no impulso da inovação tecnológica e no crescimento econômico de uma nação.

Sendo assim, o Dia da Indústria é uma oportunidade para destacar a importância desse segmento de mercado e para reconhecer o trabalho árduo dos profissionais da área, bem como a liderança e o empreendedorismo dos empresários e líderes do setor. Para se ter uma ideia, 73% das indústrias têm plano de investimento para 2024, de acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria). No ano passado, a porcentagem de grandes indústrias com planos de investimento foi de 68%.

Em relação aos investimentos em tecnologia, segundo o estudo International Business Report (IBR), produzido pela consultoria Grant Thornton, o Brasil é o segundo país com maior intenção de investimentos em TI, visto que 80% das empresas confirmaram interesse em aumentar seus recursos de tecnologia da informação. O país se destaca quando comparado com a América Latina, em que 69% dos ouvidos se mostraram dispostos a elevar o aporte de investimentos na área.

Indústria química – Óleo Verde

A Óleo Verde Resíduos é especialista em coleta e reciclagem de óleos e gorduras residuais em Belo Horizonte (MG) e cidades vizinhas, e atua como player estratégico na cadeia da reciclagem, transformando o óleo residual em matéria-prima para a produção de biodiesel e sabão biodegradável. A empresa conta com profissionais especializados em toda a infraestrutura para coletar, processar, analisar e transportar óleos e gorduras até as usinas de biodiesel. Entre seus parceiros e clientes, estão bares, restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados, hotéis, negócios de alimentação, além de hospitais, escolas, instituições sociais, condomínios, empresas e domicílios. Acelerada pelo InovAtiva de Impacto Socioambiental, a startup trabalha para promover a educação ambiental, a reciclagem e a economia circular como instrumentos para um mundo mais sustentável. “Ao transformarmos resíduos em matéria-prima para produção de biocombustíveis, não estamos apenas reduzindo o desperdício e promovendo a economia circular, mas também contribuindo para a independência energética. Além disso, os biocombustíveis oferecem oportunidades econômicas significativas, impulsionando o crescimento de um setor sustentável e criando empregos locais”, analisa Rodolpho Mares, fundador da startup. “É uma oportunidade de liderar a transição para uma economia mais verde e sustentável, onde os resíduos se transformam em recursos valiosos e onde a energia é produzida de forma responsável e renovável. Este é o futuro que estamos construindo, e temos orgulho de fazer parte dessa transformação”, completa.

Indústria têxtil – AZ Marias

AZ Marias nasceu da insatisfação com a indústria fashion, que não produz modelagens para o corpo da “mulher real”​, sobretudo a mulher negra. As criações dialogam street wear e moda afro, unindo ancestralidade africana e estilo urbano. Com a produção preocupada com o impacto social e ambiental, todas as peças, além de modelagem e estilos únicos, são produzidas com números limitados, garantindo exclusividade dos cabedais. Outro alvo da empresa é a diminuição de resíduo gerado pela indústria têxtil, por isso a compra de matéria prima foca em resíduo ou descarte, seja de grandes marcas ou de fábricas têxteis. A startup também foi graduada pelo InovAtiva de Impacto em 2023.

Cíntia Maria Félix, Fundadora da startup AZ Marias, reforça que a indústria fashion deve dar mais atenção às modelagens para o corpo da “mulher real”​, sobretudo à mulher negra. “Sem dúvidas, o segmento tem muito espaço para novas ideias e tendências, incluindo questões de inclusão social. Além disso, a indústria têxtil deve levar em consideração a diminuição de resíduos e descartes têxteis”, pontua.

Indústria de base – GaussFleet

Fundada em 2018 pelos empreendedores Denis Alonso, Alexandre Carvalho, Vinicius Callegari e Alan Ribeiro, a GaussFleet é a maior plataforma SaaS de gestão de máquinas móveis para construtoras, operadores logísticos e siderúrgicas, que de forma inovadora utiliza geoprocessamento, telemetria avançada e IoT na gestão de máquinas pesadas dentro de minas, obras e usinas. A startup tem como missão tornar a indústria de base brasileira mais competitiva por meio da tecnologia e algoritmos próprios, de forma desburocratizada. “A empresa nasceu como a solução para um grande problema que a indústria possuía com os seus prestadores de serviços de máquinas pesadas: Medição de contratos. O fato é que em uma operação com centenas de máquinas, se não possuir uma tecnologia adequada, acaba correndo o risco de pagar mensalmente errado aos seus fornecedores e até mesmo ter uma frota superdimensionada. A plataforma se propõe a ser um hub centralizador de múltiplas operações, gerando informação padronizada e confiável para a gestão de cada operação na ponta”, explica Vinicius.

Robótica industrial – Universal Robots

A Universal Robots é uma fornecedora líder de robôs colaborativos (cobots) usados em uma ampla gama de indústrias e na educação. Fundada em 2005 e com sede em Odense, Dinamarca, a companhia visa criar um mundo onde as pessoas trabalhem com robôs, não como robôs. Sua missão é simples: automação para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Desde a introdução do primeiro cobot comercialmente viável em 2008, a Universal Robots desenvolveu um portfólio de produtos que refletem uma variedade de alcances e já vendeu mais de 75.000 cobots em todo o mundo.  “A tecnologia não é o fim, mas o meio para se atingir novos patamares de segurança, produtividade e colaboração entre homens e máquinas. Ela desempenha um papel fundamental na robótica industrial, e está ajudando a trazer cada vez mais automação inteligente e eficiente para diversos mercados e segmentos. Além de levar inovação para todas as indústrias, nosso objetivo é impulsionar a evolução da sociedade e ajudar na criação de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos. Com o uso da robótica colaborativa, conseguimos aumentar a eficiência, otimizar processos, reduzir custos operacionais, melhorar a qualidade dos produtos e ainda garantir a segurança dos trabalhadores que atuam junto aos cobots”, explica Denis Pineda, General Manager Latam da Universal Robots.

Inovação aberta na indústria – Liga Ventures

A Liga Ventures é a maior rede de inovação da América Latina, com o propósito de gerar resultados e impactos, conectando as melhores startups às empresas e a todo ecossistema empreendedor. Criada em 2015, é pioneira no mercado de aceleração corporativa e corporate venture. Ao longo dos anos, auxiliou na implementação de estratégia de inovação aberta de mais de 340 grandes empresas, tais como Porto Seguro, Mondelez, Carrefour, Sicredi e Unimed FESP. Em seu portfólio, soma uma base de mais de 61,5 mil startups, mais de 4 mil desafios mapeados e mais de 2,8 mil matches realizados com a ajuda da plataforma Startup Scanner, além de cuidar de transações e investimentos em startups através da Liga ADVISIA, a melhor opção para corporate ventures.

Para Guilherme Massa, cofundador da empresa, as startups possuem um papel fundamental no crescimento do setor, visto que elas são as principais responsáveis por trazer inovação e novas tecnologias. “São inúmeras as startups para aumento de produtividade, seja para melhorar indicadores de qualidade, de operação e manutenção, ou ainda para desenvolvimento de novos produtos e previsão de demanda. As indústrias nunca vão chegar ao estágio 4.0 ou 5.0 se não cocriarem com novos empreendedores”, diz.

Segurança para a indústria – Futurai

Focada em reduzir perdas de produção na indústria utilizando IA, a Futurai, startup acelerada pelo InovAtiva Brasil, é capaz de processar milhares de sensores (tags) para prever falhas e apontar para a causa raiz sem a necessidade de instalação de hardware. O sistema se integra ao banco de dados industrial (PIMS ou PI System) para envio de informações e processamento na nuvem. Ao processar sensores relacionados à manutenção e processo, a tecnologia gera valor desde a área de qualidade de produto até a mitigação de impactos ambientais. “A importância da indústria ultrapassa a produção de bens e produtos. Diversas cidades, tanto no Brasil quanto fora, são impactadas positivamente com a operação de uma indústria, seja na geração de empregos ou no fomento de fornecedores e polos acadêmicos. Principalmente com olhar de sustentabilidade, indústrias como a de papel e celulose têm em seu DNA a economia circular. Em outras palavras, o eucalipto usado passa por replantio, a água utilizada passa por tratamento e é devolvida mais limpa do que captada ao meio ambiente, e a energia consumida é gerada dentro de seu próprio processo produtivo. É um prazer para nós da Futurai, atuar de forma tão próxima de um setor tão importante como o industrial”, pontua Felipe Machado Lobo, CEO da Futurai.

inSpace

A inSpace combina tecnologias avançadas de visão computacional, inteligência artificial e computação em nuvem para revolucionar a gestão de segurança, qualidade e disciplina operacional na indústria. A empresa desenvolveu uma plataforma de checklists inteligentes que garante a conformidade com os padrões operacionais, empregando inteligência artificial para monitorar processos críticos e fornecer alertas, relatórios e insights.

Com essa tecnologia, verifica-se automaticamente o cumprimento de normas de segurança, controle de acesso e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Essa metodologia proporciona aos gestores e técnicos uma visão abrangente e dinâmica dos riscos nas instalações fabris, permitindo a manutenção da disciplina operacional. A startup foi também acelerada pelo InovAtiva Brasil em 2023, destacando seu compromisso contínuo com a inovação. “Hoje, a indústria está cada vez mais preocupada com o impacto dos processos industriais sobre as pessoas. Está-se afastando da corrida pela automação completa para buscar tecnologias que garantam segurança e empoderem os colaboradores,” relata Jorge Salvador, Cofundador e Líder de Produto na inSpace. “Os desafios do mercado de segurança industrial são complexos e os elevados índices de acidentes evidenciam a necessidade urgente de soluções eficazes que também valorizem o aspecto humano”, conclui.

 

Foto 1 – Rodolpho Mares, fundador da startup Óleo Verde Resíduos.

Foto 2 – Cíntia Maria Félix, Fundadora da startup AZ Marias.

Foto 3 – Vinicius Callegari fundador e sócio da GaussFleet.

Foto 4 –  Denis Pineda, General Manager Latam da Universal Robots.

Foto 5 – Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures.

Foto 6 – Felipe Machado Lobo, CEO da Futurai.

Foto 7 –  Jorge Salvador, Cofundador e Líder de Produto na inSpace.

Crédito: Divulgação.

 

 

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