EMPRESAS APOSTAM NO PROCESSO DE JUNIORIZAÇÃO

A crise econômica provocou a demissão de gerentes, analistas e presidentes de empresas instaladas no Brasil. Em busca de profissionais com mais energia e que demandemPremium 2IMG_2595 menor salário, as corporações estão renovando os cargos de chefia e gerência para profissionais mais jovens. Este processo, conhecido como Juniorização de Empresas, é uma solução prática para reduzir gastos, porém pode ter custos altos quanto se trata de produtividade e qualidade.

A juniorização é uma tendência no Brasil e no mundo. No entanto, ao se notar a necessidade de contenção de gastos, não basta renovar o quadro de funcionários, substituindo uma mão de obra cara, porém eficiente por um novo colaborador, ágil, mas despreparado. Qualquer mudança na empresa deve ser analisada com cautela. Ao se deparar com essa situação, deve-se fazer um levantamento de processos que possam estar impedindo o bom andamento da companhia. “Existem empresas que utilizam a juniorização por questão de custo. Outras utilizam a juniorização como uma oxigenação da organização acolhendo novos profissionais”, explica a consultora Carla Beck, diretora da Infinita Engenharia do Potencial Humano de Campinas.

Segundo Carla Beck, existem empresas que se estruturam para que o seu sênior seja realmente alguém que esteja motivado e esteja entregando também o que ele tem de melhor e ele vai estar envolvido no processo para acolher esse profissional mais jovem que as vezes tem muito conhecimento teórico, mas que é preciso trabalhar esse novo profissional para que ele entre nessa estrutura. “Que ele comece a se sentir mais seguro, apoiado e entregue todo o potencial que ele tem disponível”, diz.

Em algumas empresas, esta análise profunda pode alertar a necessidade de uma atualização dos processos internos, ou até problemas logísticos. Entretanto, se o caso for o quadro de funcionários, deve-se analisar a produtividade de cada colaborador: quanto ele custa e quanto ele agrega valor? “Em certos casos, não é necessário demitir, e sim reavaliar as funções desempenhadas, levando em consiINFINITADSC_43451deração uma possibilidade de trocar o profissional de área”, afirma.

O gerente do Premium Hotel Campinas, Felipe Roca, recentemente necessitou reavaliar os processos e funcionários do hotel para melhorar a performance, devido ao crescimento de suas vendas e de sua infraestrutura. Um comitê estratégico formado  pelo gerente financeiro administrativo, gerente de marketing e vendas, gerente geral, gerente de operações  e duas pessoas de consultoria e eventualmente  a participação do sócio administrador discute e delibera as mudanças, garantindo um consenso de liderança e direção. “A gente vê os planos de médio e longo prazo, onde a gente vai investir, o que a gente precisa melhorar e a tomada de decisões a esse respeito. São analisados os resultados entre o projetado e o realizado tanto na parte financeira como na parte econômica. Os resultados do mês e do trimestre e as ações de mercado também são analisadas. Isso tem dado muito resultado para o futuro da empresa e da sustentabilidade”, explica.

Felipe Roca disse que o hotel tem completado seus quadros com pessoas jovens e muitas vezes fabricando um colaborador para algumas funções. “A ideia é preparar pessoas para assumir posição no futuro. Tem pessoas que entraram como jovem aprendiz e tem posições hoje de consultores de vendas, consultor comercial e uma posição de supervisão administrativa  de uma área no hotel. Tem essa questão de você começar com pessoas que passam por vários setores e isso faz com que você prepare a pessoa e o risco é menor”., diz.

A consultora Carla Beck alerta que na necessidade da renovação de parte do quadro de funcionários a mudança deve ser feita de forma gradual e estratégica. “Os novos profissionais, principalmente que assumirão cargos de liderança, devem ser inseridos na organização com acompanhamento e cuidado. Eles chegarão com novo ânimo, novos conhecimentos teóricos e novas ideias, mas devem ser inseridos no fluxo da organização de modo que não comprometam negativamente sua produtividade e qualidade”, finaliza.

Foto 1 – Premium Hotel Campinas.

Foto 2 – Consultora Carla Beck.

Crédito: Divulgação.

 

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