MOVIMENTO DOS CAMINHONEIROS PODE COMPROMETER FLUXO DE EXPORTAÇÕES

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas registrou um saldo comercial deficitário de US$ 464,8 milhões em abril de 2018, o que significou um crescimento de 52,4% em relação a abril de 2017, quando o déficit foi de US$ 305 milhões. As exportações apresentaram retração de 2,0%, passando de US$ 297,5 milhões em abril de 2017 para US$ 291,5 milhões em abril deste ano. As importações, por sua vez, apresentaram uma variação de 25,5%, passando de US$ 602,6 milhões em abril de 2017 para US$ 756,3 milhões em abril de 2018. A corrente de comércio, na comparação mensal entre 2017 e 2018, apresentou aumento de 16,4%.JOSÉ RUASIMG_6434

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, afirmou que as exportações das indústrias da região podem ser prejudicadas pelo movimento deflagrado pelos caminhoneiros em razão da alta no combustível. “Ainda não temos informação sobre empresas paradas na região em razão desse movimento, mas caso ele persista isso pode começar a ocorrer, o que poderia comprometer o fluxo normal das exportações”, advertiu Riso.

No mês de abril deste ano, a pauta exportadora do Ciesp Campinas teve como principal categoria de produtos a de Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes. O valor exportado desse grupo teve um aumento de 38,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de US$ 35,9 milhões em abril de 2017 para US$ 49,8 milhões em abril de 2018.

O segmento de Produtos plásticos e derivados foi o segundo  grupo de destaque na pauta de exportação no mês de abril de 2018, totalizando US$ 34,6 milhões, o que representa uma variação positiva de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2017, quando as exportações somaram US$ 34,1 milhões.

A terceira categoria mais exportada em abril de 2018 foi a de Veículos e suas partes, com aumento de 31,1% no valor exportado, passando de US$ 24,4 milhões em abril de 2017 para US$ 32 milhões em abril de 2018.

Em relação às importações, o grupo com maior participação em abril de 2018 foi o de Máquinas e aparelhos eletro eletrônicos que totalizou US$ 280,2 milhões. Houve um crescimento de 7,7 % em comparação com abril de 2017, que havia ficado em US$ 260,1 milhões.

A segunda categoria de produtos mais importados no mês de abril de 2018 foi o de Produtos químicos orgânicos. O valor importado desse grupo em abril de 2018 foi de US$ 107,8 milhões, um aumento de 146% em relação a abril do ano passado, que foi de US$ 43,8 milhões.

Na terceira posição aparecem os produtos contidos em Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes atingindo US$ 100,6 milhões em abril de 2018. Houve um crescimento de 30,9% na comparação com abril de 2017 que foi de US$ 76,8 milhões.

Com relação aos principais destinos exportadores, a China foi o país mais representativo, absorvendo US$ 59,1 milhões das exportações no mês de abril. Um crescimento de 65% em comparação com abril de 2017 que foi de US$35,8 milhões.

A Argentina aparece na segunda colocação, que absorveu em abril de 2018 46,4 milhões, com um crescimento de 5,2% em comparação com abril de 2017 que foi de US$ 44,2 milhões.

Os Estados Unidos aparecem na terceira posição com volume exportado de US$ 26,1 milhões no mês de abril de 2018, com um crescimento da ordem de 87,7% em relação a abril de 2017 que foi de US$ 13,9 milhões.

O economista e professor de economia da Facamp (Faculdades de Campinas), José Augusto Ruas, vê com preocupação nos próximos meses as exportações para a Argentina. “A Argentina foi severamente impactada pelas oscilações cambiais. A gente também tem a variação do dólar aqui no Brasil, mas a deles foi muito mais dramática. A Argentina provavelmente vai ter complicações no seu crescimento econômico nos próximos meses e é um grande parceiro da região”, disse.

Foto: O economista e professor de economia da Facamp, José Augusto Ruas, em entrevista ao jornalista e diretor do site Panorama de Negócios, Milton Paes.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

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