APLICATIVO VAI INTEGRAR PEQUENOS E MÉDIOS COMERCIANTES ÀS VENDAS DIGITAIS

O Sindilojas de Campinas e Região e SindiVarejista de Campinas e Região lançaram recentemente o aplicativo “Lojas APP”, uma ferramenta Market Place que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pequenos e médios comerciantes à venda online de produtos existentes na loja física.

A ferramenta, disponível gratuitamente para os sistemas IOS e Android, é intuitiva e pode ser gerenciada pelos empresários ou próprios funcionários da loja, sem a necessidade de treinasindilojas_app_2-1mento. Para isso, após o download, é preciso apenas criar um perfil da empresa e cadastrar os produtos existentes na loja física – com fotos, detalhes, descrições, preços, entre outros. O consumidor pode comprar o produto pelo smartphone e receber o item pelos Correios ou fazer a retirada no local – sistema Phigital, já usado em outros países.

Outra característica exclusiva do app é a possibilidade do cliente escolher qual loja ele quer seguir, criando assim sua própria vitrine, num modelo semelhante ao Instagram. Qualquer lojista do país poderá usar o aplicativo para ampliar as suas vendas.

Uma pesquisa do Google divulgada recentemente mostra que o comércio eletrônico deve dobrar sua participação no faturamento do varejo até 2021, crescendo em média 12,4% ao ano. Isso representa que as vendas vão dobrar em cinco anos, chegando a R$ 85 bilhões. A participação deve sair de 5,4% em 2016 para 9,5% em 2021.

O vice-presidente do Sindilojas, Carlos Augusto Gobbo, disse que o sindicato pretende não só entregar o produto para os pequenos e médios lojistas, como também treina-los. “Nós estamos fazendo laboratórios no nosso sindicato onde nós estamos chamando os lojistas, oferecendo o produto e ensinando ele a trabalhar tanto com o aplicativo, quanto fora do aplicativo, pois quando colocar um produto também possa compartilhar nas redes sociais”, diz.

Segundo Carlos Augusto Gobbo, muitos pequenos e médios lojistas estão fora do mundo digital. “Ele está fora dessa pegada de poder vender na Internet, poder vender nesse mundo novo, que ele não sabe o que é ainda. Nenhum pequeno e médio está trabalhando muito ainda nisso. Primeiro porque não consegue alcançar por ser muito cara uma plataforma hoje. Uma plataforma de e-commerce atualmente custa no mínimo entre R$ 12 mil e R$ 15 mil”, destaca.

A cobrança pelo uso do aplicativo é feita por meio de um percentual nas vendas realizadas, sem a necessidade de investimento inicial ou custo fixo. Os meios de pagamento são totalmente integrados usando o PagSeguro ou cartão de crédito.  “Por isso, buscamos uma opção prática, intuitiva, que não demanda investimento inicial ou contratação de funcionários e profissionais para operar o sistema”, explicou Gobbo.

Para as entidades, a criação do aplicativo foi inspirada no princípio de que, atualmente, o lojista não pode depender apenas de sua loja física (off-line), mas sim precisa ter pontos de venda também virtual. “Precisamos buscar facilidades para integrar, especialmente o pequeno e médio empresário, às vendas online. Não podemos mais separar, todos têm que estar integrados ao mundo digital”, completa Gobbo.

Os sindicatos pretendem realizar workshops semanais para capacitar, especialmente pequenos e médios comerciantes, a usarem ferramentas digitais como Facebook, Instagram e WhatsApp integradas ao “LojasAPP” para ampliar as vendas. “Em momentos de crise como o que estamos vivendo, é preciso buscar soluções inovadoras. Nosso maior intuito é garantir o desenvolvimento do varejo e dar ferramentas para que o empresário possa se adequar as necessidades dos consumidores da atualidade”, afirmou a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito.

 

Foto: Aplicativo Lojas App

Crédito: Divulgação.

Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn

Veja também

VEDAMOTORS APRESENTA NOVIDADES NO SALÃO DAS MOTOPEÇAS

Expectativas muito positivas marcam os preparativos da Vedamotors – Divisão Brasil do Grupo Athena – …

Deixe uma resposta

Facebook
Twitter
LinkedIn